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Sesc Digital apresenta mostra de filmes israelenses contemporâneos

Publicado em 22/06/22 às 15h58

De 24 de junho a 7 de julho de 2022, o Sesc São Paulo e o Instituto Brasil-Israel (IBI), com o apoio da Embaixada de Israel e do Consulado Geral de Israel em São Paulo, realizam a Mostra de Cinema Israelense, oferecendo gratuitamente ao público de todo o Brasil uma seleção de filmes israelenses contemporâneos que ganharam projeção mundial nos últimos anos. Com exibições on-line na plataforma Sesc Digital, a mostra traz 6 títulos, entre longas e curta-metragem, que refletem uma sociedade multicultural e diversa. Para assistir aos filmes, confira a programação e acesse sescsp.org.br/cinesesc e sescsp.org.br/cinemaemcasa.
 
A abertura do evento será on-line, transmitida ao vivo pelo canal do Instituto Brasil-Israel, no YouTube, no dia 23/06, às 16h, e contará com a participação do cineasta Amos Gitai, em uma conversa exclusiva com a jornalista Anita Efraim, apresentadora do podcast “E eu com isso?”, do Instituto Brasil-Israel.
 
Um dos grandes destaques da mostra é o mais recente trabalho do consagrado diretor Amos Gitai, responsável por filmes como Kadosh - Laços Sagrados (1999) e Kedma (2002). Inédito no Brasil, Laila em Haifa discute as relações entre judeus e árabes israelenses numa cidade conhecida por abrigar as duas etnias com o pano de fundo das tensões que atravessam a democracia israelense e as relações entre os povos.
 
Conhecido por abordar temas LGBTQIA+ com delicadeza e humanidade, o diretor Eytan Fox, de Delicada Relação (2002) e Bubble (2006), participa da mostra com o maduro Sublocação, a história de um escritor americano de livros de viagem que chega ao país para escrever sobre Israel e subloca o apartamento de um jovem israelense. É nesse encontro intergeracional, de diferentes referências culturais, que o escritor renova suas motivações para escrever e viver.
 
Questões universais, como as relações familiares, surgem em O Dia Seguinte Em Que Me Fui, de Nimrod Eldar, e Baba Joon, de Yuval Delshad; este último trazendo uma família de origem iraniana à cena, ao refletir as múltiplas origens que caracterizam a sociedade israelense. Já Mami, da cineasta Keren Yedaya, é um musical adaptado de uma ópera rock que se passa no sul de Israel, em cidades distantes dos grandes centros políticos do país e por vezes esquecidas, e traz o contraste entre diferentes etnias expressando em sua musicalidade uma narrativa antimilitarista.
 
Com vários prêmios ao redor do mundo e uma indicação ao Oscar, o curta-metragem White Eye, de Tomer Shoshan, conta a história de um homem que encontra sua bicicleta roubada, que agora pertence a um estranho. Enquanto tenta recuperar seu bem, ele luta para permanecer humano. O filme traz para as telas a questão dos refugiados africanos, vivendo em condições precárias e sofrendo discriminação racial.

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