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Festival In-Edit Brasil volta ao presencial e abre com documentário sobre Sinéad O'Connor

Publicado em 15/06/22 às 11h20

Com a exibição do documentário inédito Nothing Compares, de Kathryn Ferguson, sobre a cantora irlandesa Sinéad O’Connor, abre-se nesta quarta (15/6), às 20h30, no CineSesc (SP), a 14ª edição do In-Edit Brasil - Festival Internacional do Documentário Musical. Os ingressos serão distribuídos gratuitamente na bilheteria do CineSesc, com 1 hora de antecedência do início da sessão (sujeito à lotação da sala).
 
O festival acontece até 26 de junho, de forma híbrida: presencial, na cidade de São Paulo, nas salas de cinema CineSesc, Cinemateca Brasileira, Cine Bijou, Circuito Spcine CCSP - Lima Barreto, Circuito Spcine Roberto Santos, Circuito Spcine Cidade Tiradentes, com sessões especiais na Sala Olido e na Sala São Paulo, e online, na plataforma do festival e em plataformas parceiras, para todo Brasil.
 
Com um total de 67 títulos, entre longas e curtas, nacionais e internacionais, inéditos no circuito comercial, a programação conta ainda com diversas atividades paralelas como shows, pocket shows, masterclass, debates, encontros, sessões apresentadas por convidados e feira de vinil.
 
"A programação online amplia o alcance, democratiza o acesso, é indispensável ao festival. Mas a grande aposta desta edição é a volta ao presencial! Por isso, tantas sessões com diretores, diretoras e convidados especiais. Por isso, tantos shows. Queremos resgatar o prazer do encontro, das trocas, investir na experiência viva que só um festival pode oferecer", observa Leonardo Kehdi, diretor-executivo do festival.
 
Sessão de abertura
 
O documentário Nothing Compares retrata de maneira abrangente a vida da cantora irlandesa Sinéad O’Connor, destacando seus graves problemas familiares, o início de sua carreira e seu sucesso mundial. Retrata, igualmente, como a jovem nascida em Dublin, em 1966, desafiou os padrões de sua época, raspando a cabeça, recusando-se a encarnar um modelo feminino tradicional tanto no figurino quanto no comportamente e provocando polêmicas com diversas atitudes e declarações - como recusar a permissão para que o hino norte-americano fosse tocado num de seus shows nos EUA e rasgar a fotografia do Papa João Paulo II numa apresentação no Saturday Night Live. O filme conta com imagens inéditas de arquivo e tem a própria cantora como narradora comentando os altos e baixos de sua vida e carreira.  
 
Competição Nacional 
 
Em sessões presenciais, nas salas do festival, em São Paulo, e online para todo o Brasil, esta seção apresenta seis títulos inéditos no circuito comercial, sendo três deles em pré-estreia nacional. O vencedor entra no circuito In-Edit de festivais e será exibido na edição de Barcelona, na Espanha, com a presença de seu diretor ou diretora. 
 
O longa A Música Natureza de Léa Freire, de Lucas Weglinski (SP), exibido em avant-premiére no festival, retrata uma das principais compositoras e instrumentistas do país, Léa Freire, o começo de sua carreira tocando na noite paulistana e sua trajetória, chegando a ser comparada a Tom Jobim, Villa-Lobos e Hermeto Pascoal.
 
Em pré-estreia nacional, o documentário Alan, de Daniel Lisboa e Diego Lisboa (Irmãos Lisboa- BA), acompanha o rapper Alan, que vive em Salvador e que tenta mostrar seu trabalho invadindo o palco de outros artistas. As faces do Mao, de Dellani Lima e Lucas Barbi (SP), faz um review de José Mao Rodrigues Jr, professor universitário, militante político e anarquista, líder da mítica banda Garotos Podres. 
 
Um dos artistas mais misteriosos do Brasil, Belchior explica sua arte em Belchior - Apenas um Coração Selvagem, de Natália Dias e Camilo Cavalcanti (RJ), através de diversos depoimentos dados ao longo de sua carreira. Mesmo sem ser músico, o fotógrafo Carlos da Silva Assunção Filho, o Cafi, tem seu nome marcado na história da música brasileira. É dele a foto que está na capa do álbum "Clube da Esquina", entre tantas outras que se tornaram clássicas. No filme Cafi, de Lírio Ferreira e Natara Ney (PE), ele e amigos contam sobre sua (boa) vida e sua arte.  Também em pré-estreia nacional, Manguebit, de Jura Capela, esquadrinha o manguebeat, um dos grandes movimentos musicais da história recente do país, desde sua origem em Pernambuco até suas reverberações.
 
Mostra Brasil 
 
Em sessões presenciais, nas salas do festival, em São Paulo, e online para todo o Brasil, a seção traz alguns dos melhores títulos da nova safra de documentários musicais, como o roadmovie Bandoneando - A Busca pelos bandoneonistas negros da Campanha Gaúcha, de Diego Müller (RS), que busca identificar personagens esquecidos na música: negros que colaboraram na introdução e divulgação do bandoneón na cultura gaúcha. Um dos principais nomes na divulgação do forró na cidade de São Paulo, Castanheiro do Forró, de Alfredo Bello (SP-PE), acompanha o músico Castanheiro, gerente de um dos maiores salões de forró da cidade e diretor de programação da Rádio Atual, que tocou e gravou durante anos com Luiz Gonzaga e outros grandes nomes.
 
Em Cine Rabeca, de Marcia Mansur, os músicos Luiz Paixão e Renata Rosa fazem um reencontro cinematográfico com suas trajetórias. O músico de jazz brasileiro Ivo Perelman vive há muitos anos nos Estados Unidos, onde é mais conhecido. Em Ivo Perelman - A Musical Storyteller, de Leonel Costa (SP), ele conta, com naturalidade, alguns de seus sucessos e fracassos. No documentário Lenha, Brasa e Bronca: A História de Jacildo e Seus Rapazes, o diretor Dennis Rodrigues (MT), resgata a história de uma banda de garagem dos anos 1960, surgida em Cuiabá. 
 
A história do cantor Sidney Magal, considerado um dos maiores sex symbols do país, é tema do documentário Me Chama Que Eu Vou, de Joana Mariani (RJ). Tirando sarro de tudo e de todos, inclusive de si própria, a banda Repolho está no documentário Queremo Róque!, de Jivago Del (SC). O longa Tambores da Diáspora, de João Nascimento (SP), é uma investigação musical e antropológica sobre as origens e trajetórias do tambor, desde a África até o Brasil. 
 
Sessões Especiais 
 
Em sessões presenciais, nas salas do festival, em São Paulo, a seção traz oito títulos divididos em dois grupos.
 
O grupo dos filmes inéditos apresenta quatro títulos finalizados especialmente para o festival e exibidos em sessões únicas. Uma das grandes lendas do rock brasileiro, Luiz Carlini, abre a porta de sua casa para o diretor Luiz Carlos Lucena. O registro está em Carlini - Guitarrista de Rock, que conta a história do guitarrista, que fez parte da formação clássica do Tutti-Frutti e, acompanhando Rita Lee, gravou grandes clássicos do rock nacional, como "Atrás do Porto Tem uma Cidade", "Fruto Proibido", e "Ovelha Negra". A diretora Adrianna Oliveira nos convida para um mergulho ambientado nos anos 1980, onde Gueto Flow, Preto Show traz à tona o repertório construído ao longo de 12 anos da carreira do rapper paraense Pelé do Manifesto. Música Para Um Filme, de Otavio Cury, traz sequências editadas do ambiente de gravação da trilha do documentário Constantino ,do mesmo diretor, composta pelo pianista Benjamim Taubkin e que contou com a participação de outros músicos notáveis, como Dimos Gourdalis (violoncelo), Ari Colares (percussão), João Taubkin (contrabaixo) e Mario Aphonso (flauta). E Um Disco Normal, de João Kombi, mostra a gravação do novo disco da banda de grindcore TEST, em lugares abertos como pistas de skate, estações abandonadas de trem, conchas acústicas ou até mesmo embaixo de uma ponte.
 
 
PROGRAMAÇÃO COMPLETA NO SITE: www.in-edit-brasil.com

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