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Olhar de Cinema anuncia filme de abertura e retrospectiva de cineasta palestino

Publicado em 07/09/21 às 11h11

No dia 6 de outubro, a 10ª edição do Olhar de Cinema começa, mais uma vez, colocando em destaque o cinema brasileiro contemporâneo: O dia da posse, novo longa-metragem do cineasta carioca Allan Ribeiro, será o longa de abertura. Trata-se de uma estreia mundial de um cineasta de carreira consolidada e cuja trajetória se encontra com a do festival em seus dez anos de história - em 2015, o cineasta esteve no Olhar com o documentário Mais do que eu possa me reconhecer
 
O filme conta a história de Brendo, que quer ser presidente do Brasil. Enquanto esse dia não chega, ele estuda direito, faz vídeos para as redes, sonha com novas conquistas e se imagina em um reality show, durante a pandemia.
 
Cinema palestino
 
Nesta edição, a mostra Foco destaca o trabalho do cineasta palestino Kamal Aljafari, cujo último longa-metragem, Um Verão Incomum (Un Unusual Summer, 2020, 80′) faz sua estreia sul-americana no 10º Olhar de Cinema depois de circular por importantes festivais do mundo.
 
Seu conjunto de obras, composto pelos quatro longas-metragens que integram esta Foco e três curtas, tem uma filiação principal ao universo do documentário, ainda que mobilize uma gama de procedimentos e formatos diversos no diálogo com as artes visuais, o ensaio e o experimental. Uma das marcas desse processo é justamente a manipulação das imagens de modo a extrapolar seu caráter figurativo – algo evidente no uso do material de vigilância doméstica de um pedaço de rua que conforma o seu último longa, Um Verão Incomum, cuja estreia brasileira acontece no Olhar de Cinema. Desde as entrevistas do seu primeiro curta Visite o Iraque (Visit Iraq, 2003, 23′), filmado em Genebra, até a aposta ficcional de Porto da Memória (Minaa Al Zakira, 2009, 62’) na lida com o histórico de gentrificação da cidade de Jaffa, passando pela remontagem de arquivos fílmicos em Recordação (Istiaada, 2015, 70’) de modo a ocupar cinematograficamente esses territórios interditos, cada obra atualiza e reconfigura essa trajetória que é também a de sua família, fabulando outros tempos e laços afetivos por meio de sons e imagens. Como em O Telhado (Al Sateh, 2006, 63′), o primeiro longa do realizador, cujo título remete ao teto nunca concluído da casa de seus pais, os filmes que integram esta mostra evidenciam o processo incessante de construção de comunidade, da partilha que se enraíza nos movimentos próprios ao cotidiano e une pessoas e lembranças, presentes e ausentes.
 
A Foco contará também com uma Conversa Aberta com Kamal Aljafari, mediada por Carla Italiano e Carol Almeida. Já os três curtas que completam a mostra – Visite o Iraque, Varandas (Balconies, 2007, 8′) e It’s a long way from Amphioxus (2019, 15′) – estarão disponíveis no canal do Youtube do Olhar de Cinema durante o festival.
 
Exibições Especiais
Nesta seção, foram anunciados três longas, os brasileiros O bom cinema, documentário de Eugênio Puppo sobre as origens do chamado Cinema Marginal; Capitu e o Capítulo, de Julio Bressane, um olhar do diretor carioca sobre o romance  Dom Casmurro, de Machado de Assis; e o documentário Por trás da muralha de tijolos vermelhos, inédito no Brasil e realizado por um coletivo anônimo, os Documentaristas de Hong Kong, que retrata os protestos de 2019 na Universidade Politécnica local.
 
SERVIÇO
 
10º Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba
De 6 a 14 de outubro de 2021
No site do Olhar de Cinema

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