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Produtora Okna comemora 15 anos com prêmios em Gramado

Publicado em 31/08/21 às 09h48

 
 "A primeira morte de Joana", de Cristiane Oliveira, ganhador em Gramado de prêmio da critica, montagem e fotografia

 
Responsável pelo longa brasileiro A Primeira Morte de Joana, de Cristiane Oliveira, e a coprodução com o Uruguai A Teoria dos Vidros Partidos, de Diego “Parker” Fernándes, juntos ganhadores de 5 Kikitos no Festival de Gramado 2021, a produtora gaúcha Okna chega aos seus 15 anos, com uma filmografia que conta com  8 longas-metragens, 22 médias e 20 curtas, além de 6 séries.
 
“Como nossa missão sempre foi comprometida com o audiovisual independente, autoral, com uma dinâmica de produção criativa, sempre soube que não seria um caminho fácil no audiovisual. Mas sempre estive disposta a encontrar os melhores trajetos para concretizar os projetos desejados”, sobre a fundação da produtora, conta Aletéia Selonk, fundadora da empresa, na qual trabalha com gestão de talentos e projetos audiovisuais, da criação à comercialização, atuando como produtora criativa.
 
Em seu catálogo, a Okna conta com longas como Mulher do Pai, também de Cristiane Oliveira; Ponto Zero, de José Pedro Goulart; e a animação As Aventuras do Avião Vermelho, de Frederico Pinto e José Maia, baseado em Érico Veríssimo. Ao longo de sua trajetória, a produtora se diversificou e também passou a produzir séries.
 
“As séries possuem diferenciais tanto no que diz respeito às estratégias para a sua viabilização e dinâmicas das relações com os agentes de mercado envolvidos, bem como nos processos criativos e de produção, que precisam ser geridos de forma a atender aos padrões desejados por cada player e às especificidades de cada formato. Considero que, nos últimos anos, demos nossos primeiros e importantes passos nesta área, e agora queremos mesmo é consolidar a nossa expertise ao desenvolver projetos de maior porte e mais arrojados”, explica.
 
Um dos fatores que contribuíram nas produções da Okna foram as parcerias internacionais, como em A teoria dos vidros partido e Mulher do pai – ambos coproduzidos com o Uruguai. “As parcerias internacionais nos dão, primeiramente, elementos criativos potentes. Contar com diferentes visões de mundo em processos criativos arejam os projetos e apontam um caminho mais certeiro para uma comunicação fluida com as audiências de todo o mundo. O intercâmbio profissional enriquece também o processo de trabalho em todos os núcleos criativos. A estratégia de internacionalização ganha fôlego também, desde a diversificação das fontes de investimento até à criação do plano de distribuição, ativação de redes de contatos e ampliação das janelas.”
 
 
 "A teoria dos vidros partidos", de Diego “Parker” Fernándes, ganhador de dois Kikitos em Gramado

Atualmente, Selonk, como toda a área, vê o mercado de produção e distribuição cinematográfica com preocupação. “Além da crise cultural, que sempre existiu e que trabalhamos para apontar para cenários mais favoráveis, a crise econômica de agora preocupa a todos e cria dificuldades para se produzir cinema no Brasil de hoje.
O desafio de agora é conseguirmos continuar em atividade e participando dos mercados amplos que conquistamos. Eu não quero ver a produção brasileira perder o espaço que ganhou, às custas de tanto trabalho.”
 
Em Gramado, A primeira morte de Joana ganhou prêmio da crítica, fotografia (Bruno Polidoro) e montagem (Tula Anagnostopoulos), enquanto A teoria dos vidros partidos, melhor filme estrangeiro pelos júris oficial e popular. Ambos longas ainda serão exibidos em outros festivais no Brasil, antes de ser lançados no cinema em 2022. Além destes dois, já finalizados, a Okna produzirá o novo filme de Gustavo Spolidoro, Uma carta para Papai Noel, que será rodado no primeiro semestre do ano que vem; está em fase de finalização do terceiro roteiro de Cristiane Oliveira, Até que a música pare, que será feito em coprodução com a Itália; e desenvolvendo O povoado de Romeu, escrito e dirigido por Rejane Zilles.
 
Selonk vê também que a pandemia obrigou a se criar uma nova dinâmica para produzir audiovisual no país. “Todo o mercado discutiu e adotou os protocolos de segurança frente à pandemia, para criar condições de trabalho nos sets de filmagem e outras dinâmicas do processo produtivo. Estes protocolos vieram para ficar e vão nos acompanhar. Ao mesmo tempo, em razão destas restrições, as equipes tiveram que ser reduzidas e, portanto, as metodologias de trabalho, revisitadas. Soluções criativas e inovadoras são demandas constantes para que a qualidade das produções continue evoluindo. Quanto à exibição, o público ainda está restabelecendo a sua relação com as salas de cinema que, espero, possa ser mantida.”

Alysson Oliveira


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