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Diretoras afegãs Shahrbanoo Sadat e Sahraa Karimi já se encontram fora de seu país

Publicado em 23/08/21 às 13h18

 
Diretora de filmes premiados como O Orfanato e Lobo e Ovelha, a afegã Shahrbanoo Sadat (foto) já se encontra a salvo fora do Afeganistão. Juntamente com outros nove membros de sua família, ela foi ajudada pelo governo francês e chegou a Abu Dhabi, de onde partirá em breve para a Europa. 
 
Seu filme de estreia, Lobo e Ovelha, foi desenvolvido no programa de residência da Cinéfondation do Festival de Cannes em 2010. Na época, Shahrbanoo tinha apenas 20 anos e era a mais jovem diretora selecionada no programa. O mesmo filme venceu o prêmio principal da seção Quinzena dos Realizadores em 2016. 
 
Seu segundo filme, O Orfanato, foi também exibido na Quinzena dos Realizadores em 2019. Trata-se da segunda parte de uma pentalogia, baseada no diário não publicado de Anwar Hashimi, e pode ser assistida na plataforma Supo Mungam Plus. A terceira parte já está sendo desenvolvida pela diretora e tem o título de Kabul Jan
 
Sahraa Karimi
 
Na sexta-feira (20/8), uma outra cineasta afegã, Sahraa Karimi, já havia sido resgatada do país com o apoio da produtora eslovaca Wanda Adamik Hrycová, presidente da Academia de Cinema e Televisão da Eslováquia, do produtor ucraniano Andriy Yermak e do ministério das Relações Exteriores da Ucrânia. A diretora e sua família foram colocadas num vôo de evacuação para cidadãos ucranianos de Cabul, chegando a Kiev na semana passada. 
 
Conhecida pelo filme Hava, Maryam, Ayesha, exibido no Festival de Veneza 2019 e lançado em cinema no Brasil, Sahraa Karimi, que havia sido a primeira mulher a dirigir a Organização do Cinema Afegão, emigrara para a Eslováquia aos 17 anos. Lá estudou na Academia de Música e Artes Performáticas de Bratislava e formou-se em Cinema. Seu filme de estreia foi o documentário Afghan Women Behind the Wheel (2009), vencedor de cerca de 25 prêmios em festivais de cinema. Seu curta-metragem de graduação, Light Breeze, ganhou o prêmio nacional para curtas na Eslováquia. A diretora havia retornado ao Afeganistão em 2012.

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