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Curta paulista "Cantareira" vai competir na seção Cinéfondation de Cannes 2021

Publicado em 15/06/21 às 15h14

 
O curta-metragem Cantareira, realizado pelo paulistano Rodrigo Ribeyro foi selecionado para a seção Cinéfondation de 2021 – focada em novos diretores, ainda estudantes - do Festival de Cinema de Cannes. Produzido como trabalho de conclusão de curso da Academia Internacional de Cinema de São Paulo, o filme marca presença na competição  que, como o próprio festival define, é destinada "para inspirar e dar apoio à próxima geração de realizadores de cinema". O Festival de Cannes vai acontecer entre 6 e 17 de julho de 2021.   
  
"É uma notícia que dá energia", define o diretor Ribeyro. Afinal, trata-se de uma seleção composta por 15 a 20 curtas escolhidos entre candidatos do mundo todo. O sucesso do projeto é resultado de um processo criativo que aborda as nuances da capital paulistana que, de tão intensas, reverberam em territórios vizinhos: “O filme acompanha uma mudança que hoje acontece na Serra da Cantareira. Há um impacto econômico, ambiental e social que tem seus prós e contras, suas ambiguidades. Por conta disso, há vários aspectos documentais como, por exemplo, a locação da cena final, a Pedreira do Dib, que neste momento está sendo fortemente descaracterizada", diz o realizador.   
  
O filme retrata a história de Bento e Sylvio, neto e avô respectivamente, ambos com raízes profundas na Serra da Cantareira, mas em momentos diferentes de vida. O mais velho contempla preocupado o atual estado da Serra, com o "avanço" à espreita do aspecto natural do lugar, já marcado por lojas e estradas abertas em meio a mata. O jovem vive em São Paulo, solitário, envolto pela cacofonia da cidade grande. Seria melhor voltar ao lugar onde cresceu?   
 
O diretor baseou muito de sua vivência para criar o roteiro. "Eu cresci na Cantareira, nesse lugar tranquilo, onde o tempo corre (ou corria) numa outra velocidade e onde o som colabora (ou colaborava) para um estado muito mais sereno", descreve. "Mudar para o centro de São Paulo, fazer amizade com os trabalhadores da região e perceber todas essas diferenças foi a faísca". 

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