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In-Edit Brasil confirma sua seleção de filmes brasileiros em 2021

Publicado em 09/06/21 às 16h34

 
"Jair Rodrigues - Deixe que Digam", de Rubens Rewald, é uma das atrações do festival
 
O IN-EDIT BRASIL – Festival Internacional do Documentário Musical chega à sua 13ª edição entre 16 a 27 de junho, com mais de 50 filmes nacionais e internacionais inéditos no circuito comercial.
 
Pelo segundo ano consecutivo, o festival será online, alcançando todo território nacional. Toda a programação estará disponível na plataforma do festival, in-edit-brasil.com, com filmes gratuitos com limite de visualizações. Parte da programação estará disponível também na plataforma do Sesc Digital, sescsp.org.br/cinemaemcasa, com acesso gratuito e na Spcine Play, spcineplay.com.br, também com acesso gratuito.
 
No Panorama Brasileiro, dividido em Competição Nacional, Mostra Brasil e Curtas Brasileiros, o festival celebra mais um ano com uma boa safra de documentários musicais - apesar da crise no setor - apresentando personagens com João Ricardo (Secos & Molhados), Jair Rodrigues, Chico Mário (irmão de Henfil e Betinho), Alzira Espíndola, o revolucionário maestro e compositor José Siqueira, o rapper Speedfreaks, a banda Made In Brazil, um road movie com Yamandu Costa e o guitarrista argentino Lúcio Yanel, Zeca Baleiro desvendando os sons do Maranhão, entre outros.
 
Confira abaixo alguns dos filmes brasileiros confirmados para o In-Edit Brasil 2021:
 
Competição Nacional
 
Alzira E. Aquilo que eu nunca perdi
(Marina Thomé, Brasil, 2021, 84 min)
Alzira Espíndola é uma das artistas mais singulares que o país já produziu. Nascida e criada no Pantanal, cercada por cantos de pássaro (assim como sua irmã, Tetê), ela mudou-se para São Paulo, com cinco filhos a tiracolo e muito talento para marcar seu nome na Vanguarda Paulistana.
Entre ensaios, gravações, shows e a vida em família, Alzira nunca perdeu a força e o talento que lhe move.
 
Canto de família
(Paula Bessa Braz e Mihai Andrei Leaha, Brasil, 2020, 74 min)
Criados em uma das mais violentas periferias de Fortaleza, os irmãos Cruz tiveram suas vidas moldadas pela música a ponto de seus pais transformarem a casa onde vivem em uma escola.
Filhos e netos de músicos, eles se dedicam a seus instrumentos e buscam na arte uma forma de atingir novos horizontes.
As composições e arranjos incríveis desses jovens encantam quem passa por eles, seja em Fortaleza, Rio de Janeiro ou onde seja onde forem chamados.
 
Chico Mário - A Melodia da Liberdade
(Silvio Tendler, Brasil, 2020, 100 min)
Francisco Mário de Sousa tinha tudo para ser ofuscado por dois de seus irmãos: o cartunista Henfil e o sociólogo Betinho. Mas foi na música que ele descobriu sua maneira para se expressar e de olhar o mundo.
Inquieto e dedicado, tornou-se um grande violonista e estudou o Brasil a fundo para compor inúmeras canções para violão e orquestra. Sua paixão pela música era tanta que chegou a criar o Método Musical de Cores para Crianças.
O cineasta Silvio Tendler nos traz esta história, com a participação da Orquestra Ouro Preto, Lenine, Bárbara Paz e dos filhos do músico, Marcos e Karina.
 
Dois tempos
(Pablo Francischelli, Brasil, 2020, 88 min)
O diretor Pablo Francischelli nos traz um roadmovie, tendo como protagonistas os violonistas Yamandu Costa e Lucio Yanel e um velho motorhome.
Mas este encontro não é ao acaso. O argentino Yanel foi mestre de Yamandu e aqui eles se reencontram, muitos anos depois, para viajarem rumo ao sul, em direção a Corrientes, cidade natal de Lúcio, para se apresentarem em um festival.
As conversas, o silêncio, as paisagens, a música e o chimarrão compõem este delicado relato.
 
Jair Rodrigues - Deixe que Digam
(Rubens Rewald, Brasil, 2020, 100 min.)
O sorriso, a irreverência e a versatilidade transformaram Jair Rodrigues em um dos cantores mais importantes do Brasil.
Jairzão - como era conhecido - deu vida a canções que ficaram marcadas no inconsciente popular e encheu de alegria a casa de milhões de brasileiros por décadas com suas aparições televisivas.
Neste filme dirigido por Rubens Rewald, conhecemos sua história de vida, seus sucessos, sua generosidade e os anos em que foi ignorado mas que seguiu produzindo com os filhos.
Um retrato do Brasil que amamos e que, como noutros tempos, anda esquecido.
 
Paulo César Pinheiro - Letra e Alma
(Andrea Prates e Cleisson Vidal, Brasil, 2021, 85 min)
A vida de um dos principais letristas do país contada em primeira pessoa. Paulo César Pinheiro abre sua casa para falar sobre suas origens, referências literárias, seu encontro com a poesia e o que lhe deu "régua e compasso".
Com parcerias e intérpretes como Clara Nunes, João Nogueira, Elis Regina, Tom Jobim, entre tantos outros, Paulo César Pinheiro é um pilar fundamental na música brasileira.
 
Secos & Molhados
(Otávio Juliano, Brasil, 2021, 90 min.)
O grupo musical Secos & Molhados foi um dos principais nomes na década de 70 e vem encantando e influenciando gerações desde então. Durante os anos de chumbo da ditadura, ser pop e ser andrógino, sexual e político era coisa para pouquíssimos e os Secos foram tudo isso.
Neste documentário de Otávio Juliano, temos João Ricardo, o criador da banda, fazendo algo que nunca fez: contar a sua história.
Com o Teatro Municipal de São Paulo vazio a seus pés, ele conta sua infância, a iniciação musical, a criação dos Secos & Molhados, a estreia, o sucesso e as brigas.
 
Swingueira
(Bruno Xavier, Roger Pires, Yargo Gurjão e Felipe de Paula, Brasil, 2020, 80 min.)
Grupos de jovens vindos da periferia de Fortaleza se reúnem para uma competição de dança: a Swingueira. Inspirado pelo pagode baiano, equipes se formam e, com muito gingado e determinação, buscam sair vitoriosos nos campeonatos.
Para além da vontade de vencer, cada jovem traz sua própria história de vida e aspirações pessoais. Esta dançante e, muitas vezes, comovente história nos é contada pelos componentes das equipes.
 
Toada de José Siqueira
(Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques, Brasil,2021, 131 min)
José de Lima Siqueira nasceu no alto sertão paraibano e lá teve sua iniciação musical. Anos depois, foi para o Rio de Janeiro, para estudar composição e regência e acabou sendo o fundador da Orquestra Sinfônica Brasileira.
Além de compositor e regente, ele era um pesquisador das raízes musicais do Brasil, tendo registrado e utilizado em suas composições elementos de música dos povos originários assim como dos negros escravizados. Por sua relação com a antiga União Soviética, seu legado foi “esquecido” após o golpe militar de 1964.
Sua história é trazida, através de um extenso e minucioso levantamento de arquivos de registro, pelos diretores Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques. 
 
Serviço:
In-Edit Brasil - 13º Festival Internacional do Documentário Musical
De 16 a 27 de junho.
www.in-edit-brasil.com
@ineditbrasil

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