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Bafici dá a largada à 22ª edição com programação presencial e online

Publicado em 17/03/21 às 10h28

 
"Perros", de de Kris Niklison, co-produção Argentina-Brasil
 
Começa nesta quarta (17/3) a 22ª edição do Bafici – Festival do Cinema Independente de Buenos Aires que, no ano passado, foi cancelado devido à pandemia. O festival que mais proporciona o lançamento de filmes argentinos inéditos abre esta edição com dose dupla de pratas da casa – o curta Teoría Social Numérica, de Paola Michels, e o longa Bandido, de Luciano Juncos. A programação prossegue até dia 28.
 
A sessão inaugural será presencial, no Anfiteatro do Parque Centenario, celebrando o retorno das filmagens a Buenos Aires que, neste momento, tem seus cinemas e teatros abertos, seguindo os protocolos sanitários. O festival será em formato híbrido e com sessões presenciais todas gratuitas em alguns cinemas, espaços não convencionais  e projeções ao ar livre. A programação inclui 270 títulos, entre longas e curtas, distribuídos em 150 sessões. 45% destes títulos terão première mundial no Bafici.
 
Presença brasileira
O Brasil está representado em várias seções, inclusive em duas competitivas, com 14 títulos. Na competição internacional, está o documentário baiano O amor dentro da câmera, das diretoras Lara Belov e Jamielle Fortunato, que retrata as cinco décadas de convivência amorosa entre o cineasta Orlando Senna e a atriz e diretora Conceição Senna (que morreu em maio de 2020).
 
Na competição americana (que congrega o continente latino-americano), o Brasil tem seis representantes: os curtas Swinguerra, de Barbara Wagner e Benjamin de Burca, e Para Colorir, de Juliana Costa; e os longas Ainda temos a imensidão da noite, de Gustavo Galvão (que foi lançado no Brasil em 2019); O Livro dos Prazeres, de Marcela Lordy (exibido na Mostra de S. Paulo 2020); e as coproduções Amazonas, de Daniel Carrizo e Sebastián Ferrari (Peru/Brasil) e o curta Perros, de Kris Niklison (Argentina/Brasil).
 
Na mostra de Filmes sobre Cinema, está programado o documentário O bom cinema, de Eugênio Puppo, que retrata a eclosão do chamado Cinema Marginal e conta com entrevistas de Carlos Reichenbach e Rogério Sganzerla.
Na mostra sobre Música, há três longas brasileiros: Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos, de Daniela Broitman; O Barato de Iacanga, de Thiago Mattar (ambos exibidos no Festival É Tudo Verdade 2019); e Aquilo que Nunca Perdi, de Marina Thomé, sobre a cantora Alzira Espíndola.
 
Na mostra Paixões, o representante nacional é o documentário Lutar, Lutar, Lutar, de Sérgio Borges e Helvécio Marins Jr, sobre o Atlético Mineiro. Na mostra Super-Heróis, o curta de animação De onde vêm os dragões, de Grace Luzzi, explora o turbilhão ocasionado numa família pela chegada de um bebê.
 
Finalmente, na mostra infantil, o Baficito, está outra animação, Nahuel y el libro mágico, de Germán Acuña, uma coprodução entre Brasil e Chile.
 
Outras atrações
Fora disso, há três documentários homenageando o cineasta Federico Fellini – cujo centenário de nascimento foi comemorado no ano passado. São eles: Fellinopolis, de Silvia Giulietti; La veritá sul La Dolce Vita, de Giuseppe Pedersoli; e Un brindisi georgiano, de Giuliano Frattini, que focaliza as lembranças do diretor Marlen Khutsiev sobre Fellini. As retrospectivas da edição destacam duas diretoras, a norte-americana Penelope Spheeris e a documentarista italiana Cecilia Mangini, recentemente falecida.
 
Mais informações sobre filmes e programação do festival podem ser obtidas em: https://vivamoscultura.buenosaires.gob.ar/

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