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Semana do Audiovisual Negro começa com curtas, debates, videoarte e oficinas

Publicado em 08/03/21 às 09h56

A recente programação audiovisual negra e indígena ganha destaque na segunda edição da Semana do Audiovisual Negro (SAN), realizada de 08 a 14 de março, em ambiente online, com acesso gratuito. A programação é formada por mostra competitiva de curtas-metragens, exposição de videoarte, oficinas e mesas de debate. 
 
Foram selecionados 25 filmes de todo o Brasil, entre 232 obras inscritas, nos gêneros ficção, documentais, experimentais e  animações. Os curtas-metragens e vídeoartes estão disponíveis para o público assistir através da plataforma TodesPlay: https://todesplay.com.br/ Os interessados podem acompanhar mais informações sobre a mostra através das redes sociais @audiovisual.negro.
 
A Semana do Audiovisual Negro (SAN) é o primeiro festival de cinema, de caráter competitivo, criado em Pernambuco com o recorte racial. O evento busca contribuir para a difusão audiovisual, através do reconhecimento e valorização dos profissionais negros e negras. Nesta edição, a curadoria propõe uma aproximação entre o cinema negro e o cinema indígena, possibilita ao público o acesso a filmes dirigidos por pessoas negras e indígenas.

A segunda edição da Semana do Audiovisual Negro é realizada pelo Cineclube Alma no Olho em parceria com a Maat Produções e Tarrafa Produtora, e o incentivo da Lei Aldir Blanc, Governo Federal, através de edital lançado pelo Governo de Pernambuco, Secretaria de Cultura e Fundarpe. O evento conta ainda com apoio do Coletivo de Negritude de Pernambuco, Cineclube Bamako, Cineclube Fazendo Milagres, Coletivo Ficcionalizar e Cinema UFPE.

Diversidade 

Os curtas-metragens que fazem parte da programação foram produzidos por realizadores de várias partes do Brasil: Aparecida de Goiás (GO), Arraias (TO), Atibaia (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Duque de Caxias (RJ), Florianópolis (SC), Nossa Senhora do Livramento (MT), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Vitória (ES), além de filmes de realizadores pernambucanos de Águas Belas, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes e Salgueiro. Ao final da mostra, o júri concederá prêmios a três curtas-metragens no valor de R$ 1.000,00 (cada). 

Filmes

A programação reúne os curtas-metragens 
- “Egum”, de Yuri Costa (RJ); 
- “Joãosinho da Goméa - O Rei do Candomblé”, de Janaina Oliveira Refem e Rodrigo Dutra (RJ);
- “Sobre Olga”, de Thayná Almeida (PE);
- “Rã”, Ana Flavia Cavalcanti e Júlia Zakia (SP);
- “Búfala”, de Tothi dos Santos (GO);
- “As Canções de Amor de uma Bixa Velha”, de André Sandino Costa (RJ);
- “Lá do Alto”, de Luciano Vidigal (RJ);
- “Mihe’aka Voxené: Simoné Veyopé Ûti! (Abre Caminho: nossas câmeras chegaram!)”, de Raylson Chaves (MS);
- “Rosário”, de Juliana Soares e Igor Travassos (PE);
- “5 Fitas”,  de Heraldo de Deus e Vilma Martins (BA);
-“O som dos pés”, de Tayho Fulni-ô (PE);
- “A Sússia”, de Lucrécia Dias (TO);
- “Quilombo Mata Cavalo”, de Jurandir Amaral  (MT); 
- “Madeira de Lei”, de Kalor (PE);
- “Práticas do Absurdo”, de Alexander S. Buck (ES);
- “Afetadas”, de Jean (PE);
- “Cão Maior”, de Filipe Alves (DF);
- “Yapoatan”, de Gleyci Nascimento (PE);
- “Ditadura Roxa”, de Matheus Moura (MG);
- “Cinema Contemporâneo”, de Felipe André Silva (PE);
- “A live delas”, de Yane Mendes (PE);
- “Anastácia Alimentada”, de Aryelle Christiane  e Bruna Andrade Jocicleide (RJ);
- “A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro” (SC);
- “PE-460: Uma Luta Ancestral”, de Valdeci de Oliveira (PE);
- “A Dona da Melodia”, de Katia Santos e Tuanny Medeiros (RJ)

Debates

A programação conta ainda com mesas de debates e cerimônia de premiação que serão transmitidas através da internet. Os links serão divulgados a cada dia através das redes sociais do festival @audiovisual.negro. Na segunda (08/03), às 19h, o tema “Cinema: Uma Questão de Gênero, Raça e Classe”, é debatido pela educadora Mikaele Xucuru (PE), pela pesquisadora e escritora Kátia Santos (RJ) e pela artista audiovisual e articuladora política Libra (PE), com mediação da cineasta e produtora Graci Guarani (PE), da nação indígena Guarani Kaiowá.

Na quinta (11/03), às 19h, a educadora e realizadora audiovisual quilombola Kêka Oliveira (PE), do coletivo Crioulas Vídeo; a fotógrafa e produtora audiovisual Fran Silva (PE), o representante  do Coletivo Fulni-ô (PE) Expedito Lino e a professora e pesquisadora Tatiana Carvalho (BH) debatem o tema “Cinema é território”, com mediação da pesquisadora e realizadora Íris Regina (PE).

No domingo (14/03), às 19h, o encontro online discute o tema “O nosso cinema ancestral”, com a participação da diretora e roteirista Joyce Prado (SP), do produtor e cineasta Alexandre Pankararu (PE), da Iyalorixá, mestra coquista e comunicadora Beth de Oxum (PE) e a mediação de Naya Lopes (PE), educadora popular e realizadora audiovisual .

 

SERVIÇO 

II SEMANA DO AUDIOVISUAL NEGRO
De 08 a 14 de março
Programação disponível na Plataforma TodesPlay
25 curtas-metragens brasileiros de diversos gêneros e 08 obras de vídeoarte disponíveis gratuitamente: https://todesplay.com.br/


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