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Janela Internacional de Recife começa em 6 de março

Publicado em 04/03/21 às 10h49

 A partir deste sábado (6-3), o Janela Internacional de Cinema do Recife fará sua décima terceira edição, em formato experimental com programação concebida para o ambiente online, até 10 de março. Nesta edição, o Janela explora o tema "Eu Me Lembro", abordando a importância das memórias individuais e coletivas, dos arquivos e da preservação das histórias filmadas. O tema está representado na vinheta especial do festival realizada pela cineasta Nara Normande, e divulgada nas redes sociais do Janela (@janeladecinema).


Os diretores artísticos do festival, Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, junto ao coordenador de programação Luís Fernando Moura e à produtora Dora Amorim, pensaram numa edição especial e experimental do Janela como uma oportunidade de conversar sobre Cinema e Cultura durante a pandemia, além de reunir filmes raros do século passado e um conjunto de novíssimos filmes realizados especialmente a convite do Janela, e que estreiam nesta edição.


O festival, que é normalmente  realizado nos meses de outubro ou novembro, com sessões nos cinemas São Luiz e da Fundação Joaquim Nabuco, não ocorreu em 2020 devido à pandemia do novo coronavírus. Este ano, os encontros e as exibições serão realizadas de maneira remota e gratuita através do site http://www.janeladecinema.com.br/. Os resumos, sinopses e descrições detalhadas de todas as atividades estão disponíveis no site.


“Esse ano, somos levados a realizar essa edição usando o espaço da internet. Festivais irmãos no Brasil e no exterior têm se reinventado com novas ferramentas, e observamos isso com grande interesse. Nosso desejo com essa experiência é menos o de oferecer uma programação online e mais o de manter contato com todas e com todos, de poder conversar sobre o cinema e oferecer uma troca, de talvez sugerir algumas imagens diversas que sejam de interesse”, afirma Kleber Mendonça Filho, diretor artístico do festival. 


A programação desta edição especial é formada por :
  • seis encontros intitulados Aulas do Janela; 
  • o programa Eu Me Lembro com filmes exclusivos criados por realizadores brasileiros e estrangeiros a convite do festival; 
  • o programa Forum 50: Episódios de Luta, recorte curatorial da primeira edição da mostra Forum, seção do Festival de Berlim que estreava 50 anos atrás, numa seleção que põe foco nas lutas anticoloniais no continente africano e nos movimentos de libertação negra intercontinental; 
  • a sessão Arquivos Brasileiros, que recupera filmes raros; 
  • e a intervenção urbana “Respire”, do Coquevídeo, que será realizada numa data futura, por causa da atual situação de saúde pública nesta pandemia. 
 
Acesso
Toda a programação tem acesso gratuito através do site http://www.janeladecinema.com.br . Os filmes da mostra “Eu Me Lembro” ficam acessíveis (streaming) de 06 a 10 de março. Os filmes dos programas Forum 50: Episódios de Luta e Arquivos Brasileiros serão disponibilizados (streaming) por 24h. Para assistir o programa Forum 50, é necessário fazer um cadastro gratuito no site do Janela. Na quarta (09/03), os filmes de ambos os programas terão reprise por mais 24h.


Já as Aulas do Janela serão transmitidas ao vivo. Os cem primeiros inscritos em cada aula terão acesso ao encontro online através da plataforma Zoom. Os demais interessados poderão assistir a transmissão ao vivo pelo site.


Conversas
O festival terá uma série de encontros para conversar sobre cinema e cultura. “As Aulas do Janela miram diferentes trajetórias – de uma artista, de um coletivo, de uma filmografia, de instituições – para propor que se note o presente como laboratório de lembrança coletiva, de percepção do tempo e de seus atores, de busca de uma medida comum para o lugar aonde vamos juntos”, detalha Luís Fernando Moura, coordenador de programação do festival.


As Aulas do Janela, contam com conversas entre as atrizes Maeve Jinkings e Fernanda Montenegro, entre a crítica de cinema e professora Kênia Freitas e a diretora de cinema e atriz francesa de origem senegalesa Mati Diop, esta vencedora do Grande Prêmio do Festival de Cannes em 2019, com Atlantique, seu primeiro longa-metragem.  


Num dos encontros, Luís Fernando Moura, um dos curadores do Janela, conversa com integrantes do coletivo @saquinhodelixo (perfil no Instagram) sobre o tema “Novos arquivos, ou como não fazer uma página de memes”.


Em outra aula, Luís Fernando Moura conversa com as curadoras e pesquisadoras Jacqueline Nsiah e Janaína Oliveira sobre “Lutas negras 50 anos depois, ou desbravando episódios de cinema e rebelião”. A conversa trará o debate sobre os filmes apresentados no programa Fórum 50: Episódios de Luta.


Colocando em debate a importância das cinematecas, Débora Butruce conversa com Tiago Baptista sobre “Preservar, restaurar filmes em tempos de desmonte e de aliança”. Débora é presidenta da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA) e Tiago é diretor do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento, centro de conservação da Cinemateca Portuguesa.


Na última aula, Kleber Mendonça Filho conversa com as artistas e pesquisadoras Bruna Rafaella, Vi Brasil e o diretor de cinema e preparador de elenco Leonardo Lacca o trabalho do coletivo Risco!. O grupo de artistas Risco! que promove uma transição entre diversas linguagens a partir do princípio de desenho com modelo vivo em tempos remotos.



SERVIÇO:
XIII Janela Internacional de Cinema do Recife
De 06 a 10 de março de 2021
Acesso gratuito

Confira a programação completa: http://www.janeladecinema.com.br/


 


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