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Festival sobre cultura em direitos humanos começa domingo (7) online e gratuito

Publicado em 01/03/21 às 13h11

Diversas temáticas ligadas aos Direitos Humanos entram em cartaz em um novo festival que reúne filmes, performances musicais e debates. Agendado para o período de 7 a 14 de março, o 1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos acontece de forma online e gratuita, via plataformas e redes sociais.
 
O acesso ao conteúdo de toda a programação se dá através do endereço www.dhfest.com.br. Informações sobre o evento podem ser acompanhadas através de suas redes sociais: Instagram [www.instagram.com/dh.fest], Twitter [https://twitter.com/dhfest] e Facebook [www.facebook.com/direitoshumanosfest].
 
No cardápio, estão apresentações musicais exclusivas de nomes como Chico César, Tássia Reis, coletivo Baile em Chernobyl e Kunumi MC. Um ciclo de debates reúne personalidades como o fotógrafo Sebastião Salgado, a romancista Conceição Evaristo, o escritor Ailton Krenak, a cineasta Tata Amaral e o documentarista chileno Patrício Guzmán.
 
Para a noite de abertura, 7/03, às 19h00, está escalado o músico Chico César. Com nove álbuns gravados a partir de 1995, o paraibano é autor de sucessos consagrados pelo público, como "Mama África" e "À Primeira Vista". Sua obra condensa o infinito cordão umbilical que o une às suas raízes, sendo seu mais recente álbum “O Amor é um Ato Revolucionário” (2019).  
 
Estão programados 11 longas-metragens recentes, com destaque para Kunhangue Arandu - A Sabedoria das Mulheres, de Alberto Alvares e Cristina Flória. Em estreia no evento, o filme foi realizado na Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo, e focaliza o universo das mulheres Guarani. Uma realização do SescTV, o documentário entra na programação do canal no dia 19 de abril (sesctv.org.br).   
 
 
Também fazem parte da grade títulos inéditos comercialmente no Brasil, como A Cordilheira dos Sonhos, de Patrício Guzmán, vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Cannes;  Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza, melhor filme na mostra Generation 14Plus do Festival de Berlim; Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, melhor filme no festival Queer Porto 6, em Portugal; e Selvagem, de Diego da Costa, vencedor do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.
 
As exibições cinematográficas trazem ainda 26 curtas-metragens, um deles em pré-estreia mundial: Finado Taquari, de Frico Guimarães, que acompanha uma viagem por um rio do Mato Grosso do Sul, ameaçado por assoreamento. Outros filmes curtos se destacaram por premiações e elogios no circuito de festivais. É o caso de Perifericu, sobre as adversidades de ser LGBT nas periferias paulistanas, premiado comomelhor filme no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo - Curta Kinoforum. Já A Morte Branca do Feiticeiro Negro foi selecionado para o Doclisboa – Festival Internacional de Cinema, Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba, Entretodos – Filmes Curtos e Direitos Humanos, FestCurtas Fundaj e pelo CineOP - Mostra de Cinema de Ouro Preto. Está presente ainda o fenômeno Carne, uma animação que conquistou mais de 70 premiações e integrou a shortlist para o Oscar 2021.
 
A atriz, pesquisadora, produtora cultural e poeta Roberta Estrela D’Alva atua como mestre de cerimônias e apresentadora dos encontros. Nas performances musicais, ela conversa com os artistas, contextualizando as respectivas carreiras com suas lutas sociais. Para esta primeira edição do dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos, quatro performances musicais foram desenvolvidas com o objetivo de valorizar artistas engajados e representantes de discursos que inspiram transformações sociais e simbólicas na sociedade. 
 
No Dia Internacional da Mulher, 8/03, também às 19h00, é a vez da cantora e compositora Tássia Reis, uma das artistas de maior destaque no atual mercado brasileiro da música independente. Sua carreira soma três álbuns lançados: “Tássia Reis”, “Outra Esfera” e o recente “Próspera”. Ela já se apresentou nos melhores e maiores palco do país, como o festival Lollapalooza Brasil (em participação do show de Liniker e os Caramelows), Museu da Imagem e do Som (SP), Auditório Ibirapuera, em mais de 20 unidades Sesc do interior paulista e na capital do estado, Circo Voador e Itaú Cultural, entre outros. Em sua primeira turnê internacional, se apresentando em seis países, nos principais festivais de verão europeus.
 
Já na sexta-feira, 12/03, às 19h00, o 1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos celebra uma festa junto com o coletivo LGBTQIA+ Baile em Chernobyl, no qual o funk é o ritmo e a cultura que emana empoderamento da juventude das periferias. Chernobyl é um coletivo formado e pensado para e por pessoas queer e racializadas, com o intuito de confraternização em um espaço seguro para corpos marginalizados, LGBTQIA+ e pretos.
 
Finalizando o evento, no domingo, 14/03, igualmente às 19h00, acontece performance de Kunumi MC, rapper indígena que vem aguçando a elaboração das pautas indígenas na arte. Junto com o DJ Tupan, ele é precursor do Rap Nativo, novo segmento do Hip Hop, que nada mais é que a criação musical a partir da visão de um indígena nativo sobre a sua própria cultura. No seu caso, a etnia Mbyá-Guarani. Conhecido mundialmente por ter levantado a faixa “Demarcação Já” na abertura da Copa do Mundo FIFA de 2014, Kunumi MC tem 19 anos e dois álbuns e dois livros lançados. Destaque no site da White Feather Foundation, que apoia comunidades indígenas pelo mundo todo, o artista representou o Brasil - ao lado de Daniela Mercury - no evento de celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, em dezembro de 2010, promovido pela ONU.
 
Serviço:
1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos
de 7 a 14 de março de 2021
 
online e gratuito
www.dhfest.com.br
 
realização:
Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Pardieiro Cultural, Instituto Vladimir Herzog e Sesc São Paulo
 
correalização:
Criatura Audiovisual
 
parcerias:
Jornalistas Livres, Mundo Pensante, Projetemos e Ação de Rua – SP
 
evento viabilizado através do Edital ProAC Expresso / Lei Aldir Blanc nº 40/2020. 
 
curadoria: Leandro Pardí, Francisco Cesar Filho, Instituto Vladimir Herzog e Sesc São Paulo

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