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INDIE começa nessa quarta totalmente online e gratuito

Publicado em 04/11/20 às 10h37

"Caterina", curta mais recente de Dan Sallit, cuja obra é tema de retrospectiva no festival

 
 
De 4 a 11 de novembro, o INDIE 2020 acontecerá no site do festival com sessões com horário definido e gratuitas. Ao todo, serão 43 sessões de longas e curtas de 16 países. Serão exibidas cerca de 8 horas de filmes por dia, começando sempre às 15 horas. O site é  www.indiefestival.com.br, e é preciso fazer um cadastro para acessar as sessões.
 
Pela primeira vez em 19 edições, o INDIE realiza uma Mostra Competitiva. Foram selecionados 8 filmes, que combinam diretores veteranos e estreantes, documentários e ficções. Fazem parte desse segmento o latino Sanctorum, do mexicano Joshua Gil; Agosto, do cubano Armando Capó; um filme argentino dirigido por quatro diretores de diferentes gerações, Edição Ilimitada, de Edgardo Cozarinsky, Santiago Loza, Virginia Cosin e Romina Paula; On Paradise Road, do americano James Benning; Uma nuvem no quarto dela, primeiro filme da jovem diretora chinesa Zheng Lu Xinyuan, que ganhou o Tiger Awards em Rotterdam; Lost Lotus, segundo filme de Liu Shu; Zero, documentário do japonês Kazuhiro Soda; e, por fim, Love Poem, de Wang Xiaozhen, que é ator e diretor do filme e brinca com as noções de realidade e interpretação.
 
O INDIE 2020 apresenta na seção Retrospectiva o cinema do diretor americano Dan Sallitt, um dos principais autores do cinema independente americano contemporâneo, cuja câmera acompanha encontros e conversas frugais, que nascem das caminhadas com os amigos, e as relações amorosas, um certo humor e charme. A retrospectiva exibe todos os filmes dele, inclusive seu último trabalho, o curta Caterina (2019) e os longas Fourteen (2019), The Unspeakable Act (2012), All the Ships at Sea (2004), Honeymoon (1998) e Polly Perverse Strikes Again! (1986).
 
Nove filmes em pré-estreia estão na seção Première, cuja seleção propõe sessões únicas de filmes inéditos do circuito que tiveram seus lançamentos interrompidos pela pandemia A programação traz os últimos filmes de diretores como Wayne Wang (De volta para casa), Koji Fukada (Perfil de uma mulher), Angela Schanelec (Eu estava em casa, mas...), Pedro Costa (Vitalina Varela), Jennifer Reeder (Knives and Skin), Albert Serra (Liberté), Seamus Murphy (PJ Harvey: Um cão chamado dinheiro), além dos filmes do brasileiro Leandro Lara (Rodantes) e a coprodução Argentina/Brasil em A Barqueira, a estreia da argentina Sabrina Blanco.
 
Para a Sessão Especial, o INDIE convidou o diretor tailandês Apichatpong Weerasethakul para escolher uma das suas obras para o festival online. O diretor escolheu o curta Vapor, de 2015, que mostra a cidade onde Apichatpong mora sendo envolvida por nuvens brancas de inseticida. Para ele, o filme é especial porque trata da casa e de como o meio-ambiente cria essa condição especial para cada um de nós, principalmente depois da experiência com a quarentena. Outro filme convidado foi o longa Memórias do meu corpo, do diretor indonésio Garin Nugroho, que trata a sexualidade como uma questão política. Para complementar o programa, convidou-se a diretora americana Jennifer Reeder a escolher alguns curtas realizados por ela. Sua obra traz a marca do universo feminino, jovem e adolescente. Em Jennifer Reeder: FFDF (FEMINIST FUTURE DREAM FEVER), quatro curtas da diretora em que o uso da música, através de versões à capela, de coros e bandas, de músicas pop e metal; a estética high school do interior americano; e o marcante trabalho com o imaginário adolescente, principalmente feminino, criam uma identidade única sobre relacionamentos, traumas, as angústias e como amadurecer com essas experiências.
 
Seis curtas nacionais e internacionais foram escolhidos exclusivamente para a versão online do INDIE e estão no programa Sessão Fluxus. O programa exibe produções do Irã, Brasil, Suíça, Índia, Estados Unidos e Alemanha, destaque para a videoarte Motriz, do mineiro Rodolfo Magalhães; o documentário indiano Ritu, de Vrinda Samartha; e o filme de ficção suíço, Leo, de Fabienne Mahé.
 
Para a programação completa e assistir aos filmes, acesse
www.indiefestival.com.br

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