Lightyear

Ficha técnica

  • Nome: Lightyear
  • Nome Original: Lightyear
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2022
  • Gênero: Animação, Infantil
  • Duração: 100 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Angus MacLane
  • Elenco:

País


Sinopse

Patrulheiro espacial exemplar, Buzz Lightyear comete um erro quando pilota a nave que deveria tirá-lo e sua equipe de um planeta inóspito. Enquando os companheiros criam uma base para mantê-los seguros, ele se voluntaria em vôo para descobrir como sair dali. Então, descobre que o tempo será o grande desafio a superar.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

13/06/2022

Escavando no baú de sucesso que surgiu em Toy Story (1995), chegou-se a este spin off, que conta a história do patrulheiro espacial Buzz Lightyear (voz de Chris Evans/Marcos Mion), o herói espacial que inspirou a criação do brinquedo Andy.
 
Ele é tudo o que se pode esperar: corajoso, pró-ativo e idealista, fazendo uma parceria de peso com a comandante Alisha Hawthorne (Uzo Aduba/Adriana Pissardini). Mas é justamente por conta de uma falha de Buzz que ocorre um dano na aeronave que obriga todo o time de patrulheiros a permanecer num planeta para lá de hostil, povoado por insetos gigantes e plantas assassinas que brotam do chão, a mais de 4 milhões de anos-luz da Terra.
 
Inconformado com seu erro de cálculo, Buzz voluntaria-se a um vôo-teste, que visa descobrir uma forma de escapar dali. Aparentemente, o plano é um sucesso. Mas, ao retornar à base, o astronauta descobre que se passaram mais de quatro anos e não poucos minutos, como parecia. 
 
O desafio introduz na história o tema do tempo, que será revisitado de várias maneiras num roteiro edificante, como se espera dos produtos da Pixar, e apontando para valores humanos, num filme pensado para toda a família mas que é complexo o bastante para não ser assimilável por crianças muito pequenas.
 
Uma outra particularidade mais adulta do enredo é introduzir uma personagem abertamente gay, a comandante Alisha - cujo beijo em sua parceira teria causado a censura da animação na Arábia Saudita. É de se elogiar, no entanto, que a Pixar tenha voltado atrás de uma decisão de cortar a cena do beijo, normalizando personagens gays e também atentando para a diversidade racial, já que Alisha é negra e sua parceira, asiática. Além do mais, foi uma boa ideia ter uma comandante mulher, num filme em que haverá outras personagens femininas em destaque, como a neta de Alisha, Izzy (Keke Palmer/Flora Paulita), e uma ex-prisioneira espacial muito peculiar, Darby Steel (Dale Soles/Lucinha).
 
Todos esses detalhes, evidentemente, fazem parte de uma estratégia mercadológica que visa tornar o filme mais visto por todo tipo de plateia, além de angariar pontos para a imagem da empresa lançadora como respeitadora da diversidade.
 
Analisando Lightyear do ponto de vista do ritmo e da diversão, no entanto, notam-se alguns problemas pelo caminho. O personagem Buzz é tão obcecado por sua missão de salvar a equipe de ficar para sempre no planeta hostil que eventualmente se torna um pouco chato. Mas uma ideia genial do roteiro - assinado pelo diretor Angus MacLane (codiretor de Procurando Dory), Jason Headley e Matthew Aldrich - é mesmo o gatinho-robô Sox (Peter Sohn/CésarMarchetti). Ele é o alívio cômico que salva inúmeras sequências e tem tudo para ser um novo xodó do público, com suas sacadas inteligentes e iniciativas surpreendentes.
 
No quesito animação, o filme tem o rigor técnico habitual do estúdio, sem nenhum destaque memorável. A ideia toda parece ser mesmo manter viva a chama de Toy Story, ainda que seja através de um subproduto que não tem a mesma mística.

Neusa Barbosa


Trailer


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