Nazistas Africanos do Kung-fu

Nazistas Africanos do Kung-fu

Ficha técnica


País


Sinopse

Hitler não morreu, quando perdeu a guerra, mas mudou-se para Gana. De lá, novamente, tem um plano para dominar o mundo e contará com a ajuda de seus soldados africanos, cujos rostos tornam-se brancos ao aceitarem se tornar nazistas.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

22/11/2021

O título peculiar, Nazistas africanos do Kung-fu, já conta boa parte do filme, escrito pelo alemão Sebastian Stein e dirigido por ele e o ganense Samuel K. Nkansah. A ideia que, segundo Stein, veio numa noite de bebedeira, não é ruim, mas também não sustenta um longa (mesmo curto como esse, com pouco mais de 80 minutos). Talvez funcionasse melhor como um curta mesmo.
 
Hitler, interpretado pelo próprio Stein, ao contrário dos fatos correntes, não se suicidou, mas fugiu para Gana. Lá, ao lado do general japonês Hideki Tōjō (Yoshito Akimoto), instala-se no país, pretendendo torná-lo o Quarto Reich, contando com a ajuda dos gana-arianos – negros fazendo, hum, white face, depois de convertidos ao nazismo, que irão compor seu exército.
 
Nazistas africanos do Kung-fu é claramente uma sátira aos filmes históricos – bem menos ambiciosa do que Jojo Rabbit, mas nem por isso menos problemática – e também aos de artes marciais. Com uma estética que remete ao cinema africano dos anos de 1970, o longa coloca também o kung-fu como um ponto central. O protagonista é Addae (Elisha Okeyere). Quando a academia onde treina é atacada, e seu mestre morre, o rapaz jura vingança.
 
Addae também perde sua amada Eva, depois que ela é estuprada por Hideki num beco, após ela zombar dele, dizendo que, mesmo que fosse estuprada por ele, não sentiria nada, por ele ser asiático – num dos momentos mais problemáticos do filme, com uma piada duplamente ofensiva envolvendo racismo e estupro. Após isso, ela acaba se juntando aos nazistas.
 
A ideia é derrotar os nazistas por meio do kung-fu, e assim restabelecer a paz em Gana e trazer sua amada de volta. Para isso, Addae treina por algum tempo, até chegar a uma competição presidida por Hitler em pessoa. As cenas de luta, que contam com efeitos especiais, são a parte em que o filme se leva a sério. Embora tudo, até essas cenas, soem como exageradas.

Alysson Oliveira


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