Galeria Futuro

Ficha técnica


País


Sinopse

Valentim, Kodak e Eddie são amigos de infância e lojistas na Galeria Futuro, em Copacabana, um lugar que teve dias de glória, mas hoje é decadente. Com a ajuda de uma cabeleireira, farão de tudo para impedir que o local seja alugado para um pastor evangélico.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

11/11/2021

Galeria Futuro poderia ser o filme-piloto de uma série, que se passaria na locação do título com personagens típicos e suas aventuras enquanto são constantemente ameaçados de despejo. O longa, dirigido por Fernando Sanches e Afonso Poyart, não vai além disso, com uma comédia leve e pouco elaborada que talvez funcione melhor em episódios de 20 minutos do que no formato cinematográfico.
 
O filme já começa com um prólogo metido a esperto com uma narração também metida a sagaz e irônica do protagonista, Valentim (Marcelo Serrado), dono e único funcionário de uma locadora (!) na Galeria Futuro, em Copacabana (embora boa parte das locações sejam na cidade de São Paulo). O lugar decadente abriga lojas inusitadas, como uma de filmes fotográficos, de propriedade de Kodak (Otávio Müller), e outra de Eddie (Ailton Graça), especializada em artigos de magia. Amigos desde a infância, eles praticamente vivem naquele ambiente e são, como diriam os jovenzinhos, cringe.
 
Duas coisas acontecem que mudam a vida do trio: a chegada de uma cabeleireira no local, Paula, interpretada com gosto e a sagacidade de sempre por Luciana Paes; e a concretização do despejo, com a possibilidade do local ser alugado por um pastor evangélico. A única chance disso acontecer é reverter o fracasso de todos eles, que se tornariam lojistas de sucesso e capital.
 
O roteiro, de autoria de cinco profissionais, transita entre a comédia e o policial sempre apoiado em clichês que, novamente, funcionariam melhor numa série do que num filme. O trio descobre um baú cheio de comprimidos alucinantes, que estavam ali há décadas, e começam a vender a droga, ganhar clientes e dinheiro, batendo de frente com o esquema de um traficante barra-pesada (Milhem Cortaz).
 
Se a primeira parte de Galeria Futuro é marcada por uma nostalgia melancólica, a seguinte se torna um policial espalhafatoso e cansativo porque pouco (ou quase nada) funciona. A graça do filme está (ou deveria estar) no fato de como o trio de personagens vivem de um saudosismo um tanto tóxico que os impede de vivenciar o presente, mas isso fica em segundo plano. De qualquer forma, Luciana Paes, como sempre, se destaca no elenco, que ainda inclui Zezé Mota e Taumaturgo Ferreira.

Alysson Oliveira


Trailer


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