Aleluia, o canto infinito do Tincoã

Ficha técnica

  • Nome: Aleluia, o canto infinito do Tincoã
  • Nome Original: Aleluia, o canto infinito do Tincoã
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2021
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 70 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Tenille Bezerra
  • Elenco:

País


Sinopse

Mateus Aleluia, membro da formação original do grupo Os Tincoãs, é o centro desse documentário que, enquanto acompanha o processo de criação do segundo disco do artista, resgata sua trajetória de maneira poética e seu trabalho como pesquisador.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

11/11/2021

Não é de se espantar que o documentário Aleluia, o canto infinito do Tincoã seja construído em torno de sons. O filme tem ao centro Mateus Aleluia, cantor, compositor, integrante do grupo Os Tincoãs. Também pesquisador da ancestralidade musical pan-africana, o artista é tema e a força do filme dirigido por Tenille Bezerra, que empresta da arte dele seus belos sons e resgata, de maneira poética, sua trajetória.
 
A montagem, assinada pela diretora e por Iris de Oliveira, tem um ritmo próprio, que toma emprestado da fala tranquila e cadenciada de Aleluia. “A mudança não ocorre da maneira como você percebe. Quando você pensa que tudo mudou, você volta a ser o que você era”, diz ele no começo do filme, num barco no meio de um rio, cercado de verde.
 
Ao mergulhar na vida e obra do artista, o longa destrincha sua arte, suas influências e processo artístico na composição de seu segundo disco, intercalando depoimentos dele com imagens de arquivo, resgatando desde seu nascimento em Cachoeira, na Bahia, até Luanda – ou como ele diz, de uma Bahia a outra baia. Aleluia é um homem cheio de histórias para contar e suas músicas também ilustram isso, a passagem do tempo, suas pesquisas, suas vivências.
 
É também um filme cheio de cores, do Brasil e de Luanda, às vezes tons fortes, outros pálidos, quase esmaecidos, que conectam dois países mediados por um único canto. A diretora acompanhou o músico por 6 anos, por isso tem acesso a momentos pessoais e artísticos, a combinação entre o homem e o músico, entre o pesquisador e artista interessado em sua ancestralidade mais profunda.
 
“A arte é que te dá um aconchego”, diz Aleluia, e talvez não haja melhor palavra para definir esse documentário do que aconchegante. É como conversar com um homem interessante, falando sobre o mundo, a vida e a arte – e, como bônus, é um tremendo artista, cujas músicas trazem paz e consciência. 

Alysson Oliveira


Trailer


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