A profissional

Ficha técnica


País


Sinopse

Quando criança, Anna foi resgatada do Vietnã e levada para os EUA por um homem que se tornou seu protetor. Agora, depois que ele é assassinado, ela usará todo seu treinamento com armas e artes marciais marcial para vingá-lo.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

01/11/2021

A graça de A Profissional está exatamente em saber o que é: um filme de ação pouco original, com um elenco interessante uma trama pífia, cenas muito bem coreografadas, diálogos risíveis e uma direção competente. Nem mais, nem menos. Dirigido por Martin Cambpell, veterano do gênero, com obras como 007: Cassino Royale e A Máscara do Zorro, este é um longa que não almeja ser mais do que diversão sem muito cérebro por quase 2 horas. E com isso, ganha por sua honestidade.
 
A história é manjadíssima, e já vista várias vezes, em versões melhores e piores do que esta. No filme, Maggie Q interpreta Anna, a profissional, do título original, que, quando criança, foi resgatada do Vietnã (não, o filme não entrará em tortuosas questões políticas), no começo dos anos de 1990, por um assassino profissional, Moody (Samuel L. Jackson). Matar, para ela, não era novidade, afinal, ainda pequena, já defendia seus pais. Se essa premissa lembra O Profissional, no qual o matador de Jean Reno tomava a indefesa personagem de Natalie Portman debaixo de sua asa, não é por acaso – inclusive o título nacional deixa essa relação bem clara.
 
Algumas décadas depois, Anna é dona de uma loja de livros raros. Seu grande prazer é encontrar, comprar e revender primeiras edições de obras antigas. Esse paraíso literário muda de figura quando Moody e outras pessoas próximas a ela são assassinadas. Tomando essas mortes como um assunto pessoal, ela começa sua própria investigação com o intuito de se vingar. Isso a levará, novamente, ao Vietnã, mesmo a contragosto.
 
Michael Keaton, por sua vez, interpreta Rembrandt. Rico, ele conhece Anna quando visita sua loja em busca de um presente especial – dinheiro não é problema, o valor não importa. E, como se revela não muito depois, está ligado aos vilões do filme, o que não o impede de transformar-se numa espécie de interesse romântico da protagonista – o que é um dos maiores problemas aqui. Não há nem a química e nem o erotismo que A Profissional crê que existam entre os dois.
 
A trama, assinada por Richard Wenk, é das coisas que menos importam pois, como em filmes como John Wick, é apenas uma desculpa pífia para cenas de luta e tiros. É bem verdade que os filme protagonizados por Keanu Reeves vêm numa embalagem melhor do que este A Profissional, mas há alguns fatores de peso aqui – em especial, a presença gélida e cirúrgica de Maggie Q no papel principal.

Alysson Oliveira


Trailer


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