Fugitivo da Guilhotina

Fugitivo da Guilhotina

Ficha técnica


País


Sinopse

Um jovem cheio de dívidas torce para que a tia ricaça morra logo, mas, como isso não acontece, acaba ajudado por um assassino profissional. Um outro homem é acusado pelo crime, mas o detetive Maigret entra em cena para descobrir o verdadeiro culpado.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

21/09/2021

Fugitivo da guilhotina, de 1949, é um suspense com uma produção relativamente conturbada. O diretor Irving Allen desagradou o protagonista, Charles Laughton, e acabou sendo substituído por Burgess Meredith, que já estava no elenco do filme e cujas cenas foram dirigidas pelo próprio Laughton. Apesar de todo quiproquó, o resultado final é um filme bastante digno, baseado num livro de Georges Simenon, e estrelado pelo famoso detetive Maigret.
 
A cópia restaurada pelo serviço de arquivo de cinema e televisão da UCLA, que chega agora ao streaming, vem com um aviso: o longa foi rodado num tipo de filme chamado Ansco Reversal, num processo que lhe dá um colorido bastante peculiar; hoje não existem mais cópias originais. As únicas sobreviventes são duas em nitrato, em condições não muito boas, e que foram usadas para a restauração – o que explica, mesmo com o processo de recuperação, os ricos e “sujeiras” na imagem.
 
Ainda assim, nada disso, atrapalha na apreciação do filme, um suspense à moda antiga e bastante eficiente que tem Paris como um de seus personagens – tanto que a cidade é creditada como tal no começo do filme. O ponto de partida é o jovem Bill Kirby (Robert Hutton), que está ansioso pela morte da tia ricaça, que lhe deixaria uma herança. Além de estar cheio de dívidas, ele tem duas namoradas, Edna (Jean Wallace) e Helen (Patricia Roc).
 
Um homem, Radek (Franchot Tone, também produtor do filme, e, reza a lenda, diretor de algumas cenas), ouve sua conversa num bar e se oferece para fazer o serviço. Esse estudante de medicina , que mora com a mãe, é, no fundo, um desequilibrado mental. Um amolador de facas míope (Meredith), entra, por acaso, na cena do crime, e é tomado como o assassino.
 
O resultado em Fugitivo da Guilhotina é um filme repleto de altos e baixos, e, com tanta gente na direção, não é de se estranhar. Mas, de qualquer forma, a cena climática na Torre Eiffel é impressionante até hoje – embora, o boneco de pano usado como dublê seja um tanto risível. 

Alysson Oliveira


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança