Aranha

Ficha técnica


País


Sinopse

Um homem pratica um ato de justiça com as próprias mãos e é preso. Identificado, descobre-se que ele é Gerardo Ramírez, que há muitos anos era dado como morto e esteve ligado à militância de extrema-direita no Chile dos anos 1970, no grupo Patria y Libertad. Sua prisão perturba um casal rico e influente, Inés e Justo, que, anos atrás, integrava a milícia ao lado de Gerardo.


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Crítica Cineweb

07/09/2021

Esta coprodução Chile/Argentina/Brasil, dirigida pelo experimentado chileno Andrés Wood (Machuca), repercute com uma urgência particular nestes dias de hoje, em que a extrema-direita assombra o mundo todo e a América Latina em especial.
 
A história começa na atualidade, com um episódio de “justiça com as próprias mãos”, praticado por um velho homem, com impressionante frieza. Ao ser detido, descobre-se um enorme arsenal de armas em sua casa e que ele é Gerardo Ramírez (Marcelo Alonso), que, anos atrás, havia sido dado como morto. Além disso, integrara as fileiras da Patria y Libertad, milícia de extrema-direita que atuava em ações violentas, como espancamentos e assassinatos, para desestabilizar o governo do socialista Salvador Allende, no começo dos anos 1970.
 
A prisão de Gerardo perturba um rico casal bem posto na sociedade, formado pela empresária Inés (Mercedes Morán) e o advogado Justo (Felipe Armas), cujo passado está indissociavelmente ligado a Gerardo, nas ações do Patria y Libertad. Desencadeia-se, assim, uma frenética busca de controlar os danos desta reaparição inoportuna.
 
Trabalhando a partir do roteiro de Guillermo Calderón, o diretor Wood compõe um requintado retrato de época, resgatando a militância extremista do casal de classe alta, que formava um trio com Gerardo, de origem humilde e militar, em torno da paixão comum pelo sangue e a violência. É preciso a perícia de um cineasta experiente para manter o foco no clima político polarizado dos anos 1970 e, ao mesmo tempo, desenhar com tantas camadas os três personagens, vividos por atores nunca menos do que perfeitos para retratar suas contradições com tanta transparência. É um retrato cristalino do fascismo que, tantos anos depois, reemerge - agora, tendo como alvos imigrantes estrangeiros, como os haitianos.
 
O ator brasileiro Caio Blat está no elenco, interpretando Antonio, um dos antigos líderes do Patria y Libertad, nos flashbacks que apresentam a juventude dos protagonistas.

Neusa Barbosa


Trailer


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