Um Casal Inseparável

Ficha técnica


País


Sinopse

Manu é professora de vôlei de praia e Leo é um médico. Os dois acabam se apaixonando, apesar dos gênios diferentes. Tempos depois, decidem viver juntos, mas um mal-entendido pode acabar com a relação.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

18/08/2021

O título de Um casal inseparável já dá um spoiler do que está por vir, embora o gênero comédia romântica também já garanta, por natureza, um final feliz apesar de todas as adversidades. Protagonizado por Marcos Veras e Nathalia Dill, e dirigido por Sergio Goldenberg, o filme parece mais interessado – e não sem razão – nas paisagens cariocas do que nos seus personagens ou situações.
 
Como manda a cartilha do gênero, Leo (Veras) e Manu (Dill) têm pouco em comum – talvez apenas o fato de serem cariocas e morarem no Rio de Janeiro. Ele é médico, um tanto desregrado, e ela, uma professora de vôlei de praia organizada e linha dura. Conhecem-se por acaso, pois ele insiste em estacionar o carro na calçada e ela briga por causa disso. Logo estão saindo juntos, e a mãe dela, Esther (Totia Meirelles), faz umas armações para que fiquem juntos.
 
Não há muito para onde fugir aqui. Eles se conhecem, brigam, se apaixonam, se separam e voltam a ficar juntos. Fim. O que deve ser algum diferencial, no entanto, é a jornada nesse caminho que já vem pré-traçado. Goldenberg tem em seu currículo a direção de filme muito bom (Bendito Fruto) e vários roteiros para televisão (Onde está meu coração, Ilha de Ferro, entre vários outros), boa parte deles em parceria com o escritor George Moura, com quem divide o texto aqui.
 
Bendito Fruto, lançado em 2004 e ganhador de dois prêmios no Festival de Brasília daquele ano, é uma comédia divertidamente doida, que, sem pudor, flerta com o popular, sem cair no popularesco. Dessa forma, a seu modo, é um filme sofisticado em sua facilidade de transformar os clichês. O longa seguinte do diretor, que levou mais de 15 anos para sair, chega com uma certa expectativa, que, infelizmente, nunca se cumpre. Um casal inseparável é óbvio demais e pouco inspirado – especialmente se comparado com o longa anterior do cineasta.
 
Os personagens não fogem muito de um núcleo jovem e romântico de qualquer telenovela da Globo. Não há particularidades que os distingam, não há muito porque torcer por eles, pois parecem superficiais, meros personagens cumprindo seus papeis num tipo de filme cheio de regras determinadas, que nunca são subvertidas ao longo do filme. E uma comédia que precisa de alívio cômico – encontrado nos pais de Manuela (o pai é interpretado por Stepan Nercessian) – de cara tem um problema.  

Alysson Oliveira


Trailer


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