O Esquadrão Suicida

Ficha técnica


País


Sinopse

Prisioneiros de alta periculosidade, mantidos no presídio Belle Reve, ganham uma missão perigosa, em troca de reduções de pena: destruir a fortaleza em quem uma ditadura sul-americana, na ilha de Corto Maltese, mantém uma gigantesca estrela-do-mar alienígena, capaz de dominar mentes.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

02/08/2021

Pensou caos, pensou O Esquadrão Suicida, em que o diretor e roteirista James Gunn (Guardiões da Galáxia) dá um recomeço aos personagens da DC Comics que habitaram Esquadrão Suicida (2016), de David Ayer, mas certamente não faz uma sequência. 
 
Tudo parte da iniciativa de Amanda Waller (Viola Davis), a inflexível chefe da Força Tarefa X, novamente empenhada em atribuir missões impossíveis aos prisioneiros renegados de Belle Reve. Convencidos pela promessa de uma redução de pena e devidamente controláveis por um dispositivo implantado em suas cabeças, que pode ser detonado à distância, o destino deles é a ilha sul-americana de Corto Maltese - como se lembra, uma homenagem aos quadrinhos do italiano Hugo Pratt. 
 
O que os prisioneiros não sabem é que não foi destacado um único pelotão para a ilha, e sim dois - um deles, aliás, apenas para servir como isca para as forças de segurança desse paisinho complicado, uma ditadura militar que, no passado, abrigava nazistas que conduziam experiências genéticas e agora guarda, numa fortaleza, uma gigantesca estrela do mar extraterrestre, pensante e com poderes para dominar mentes.
 
O pelotão destinado a destruir a fortaleza é comandado por Sanguinário (Idris Elba), unido ao Pacificador (John Cena), o Bolinha (David Dastmalchian), a Caça-Ratos 2 (a atriz portuguesa Daniela Melchior), o Tubarão-Rei (voz de Sylvester Stallone) e sobreviventes da outra missão, como a Arlequina (Margot Robbie) e o coronel Rick Flag (John Kinnaman). 
 
É o tipo do filme que não dá folga em suas inumeráveis sequências de ação, custando muito trabalho às equipes de efeitos especiais. A adrenalina é alta e a violência também, com muitas cabeças e membros cortados e explodidos ao longo do caminho. Para quem tem fobia de ratos, como o próprio Sanguinário, são arrepiantes as sequências em que a Caça-Ratos 2 convoca seus muitos amiguinhos com seu dispositivo sonoro.
 
Entre um combate e outro, algumas personalidades terão alguns minutos para serem ligeiramente aprofundadas, como é o caso do Sanguinário, um matador implacável mas investido de um sentido de honra, capaz de entrar contra a vontade nesta missão apenas para proteger a filha (Storm Reid), que se meteu em encrencas. Arlequina, por sua vez, já tinha ganho seu próprio filme em 2020 (Aves de Rapina - Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa) e ocupa aqui o espaço de sua maluquice sensual e espalhafatosa, vivendo sequências impagáveis com um fugaz presidente da ilha (Juan Diego Botto) e escapando com muito estilo de uma sessão de tortura. 
 
A Caça-Ratos e o Bolinha, por sua vez, terão direito a seus nacos de atenção, a primeira como uma figura mais frágil, capaz de despertar um sentido paternal no Sanguinário, e o segundo como um mega-neurótico que enxerga a mãe abusiva, literalmente, em todos os seus potenciais inimigos - o que compromete a sobrevivência de todos eles. 
Na linha da disputa macho-alfa, ganha espaço a rixa entre o Pacificador, um ultra-patriota norte-americano que acha que tudo pode ser sacrificado a isso, e Rick Flag, um militar com alguns princípios, ainda mais diante de tudo o que a missão irá descobrir.

A brasileira Alice Braga entra na história como Sol Soria, a líder dos guerrilheiros que lutam pela libertação de Corto Maltese desta ditadura assassina, mostrando a energia já exibida em outros filmes de ação internacionais, como Eu sou a Lenda e Elysium. Na trilha sonora, tem mais Brasil, com a participação de Marcelo D2, Céu e Gloria Groove.

Neusa Barbosa


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança