Dirty Dancing: Ritmo Quente

Dirty Dancing: Ritmo Quente

Ficha técnica


País


Sinopse

Baby é uma adolescente tímida e desajeitada, que viaja com a família para um resort durante as férias de verão. No local, conhece Johnny Castle, um instrutor de dança que irá mudar sua vida e despertar-lhe uma paixão incendiária.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

20/07/2021

Mais de trinta anos se passaram desde a estreia original de Dirty Dancing – Ritmo Quente, e “ninguém coloca Baby no canto” até hoje. Se como cinema é fraco, como produto cultural o filme tem uma resistência que sobrevive a remake e continuação espantosa. De certa forma, como seu idealismo, suas coreografias e atitude marcaram toda uma geração – em especial as meninas, que assistiram a algo raro no cinema da época, o empoderamento de uma jovem mulher, numa época que Hollywood era marcada por comédias protagonizadas por rapazes.
 
Ao lado de Flashdance, lançado uns anos antes, Dirty Dancing influenciou a mente de meninas que viram personagens iguais a elas ganhando protagonismo, e vencendo obstáculos por meio da dança. Aqui a trama se situa no começo dos anos de 1960, uma boa meia década antes dos movimentos revolucionários de 1968. Baby (Jennifer Grey) é uma adolescente tímida que vai passar as férias com os pais e a irmã mais velha, num resort, e descobre a dança como forma de expressão.
 
Ela é considerada a patinha feia da família, e até tentam arrumar um namoro para ela com o filho do diretor do local (Lonny Price). Mas ela acaba se envolvendo com um instrutor de dança mais velho e mais experiente, Johnny Castle (Patrick Swayze), que precisa de uma nova parceira para a competição, pois sua companheira de todas as competições acabou de fazer um aborto. Baby acaba aceitando substituí-la, mas, antes, precisa aprender a dançar.
 
Roteirizado por Eleanor Bergstein e dirigido por Emile Ardolino, o filme é basicamente isso: ela se descobrindo como mulher enquanto aprende a dançar – ah, e claro, irá se apaixonar pelo dançarino. Ainda assim, esse fiapo de trama foi capaz de conquistar mentes e corações – a trilha sonora, que inclui a oscarizada “(I’ve had) The time of my life” também ajudou nesse processo. O apelo (possivelmente eterno) de Dirty Dancing talvez esteja em sua capacidade de mobilizar, de maneira simples e efetiva, o potencial sonhador em cada pessoa celebrando a dança, mais do que como uma forma de expressão, uma forma de libertação – especialmente da juventude.

Alysson Oliveira


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