As Protagonistas - episódio 9

As Protagonistas - episódio 9

Ficha técnica

  • Nome: As Protagonistas - episódio 9
  • Nome Original: As Protagonistas - episódio 9
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2020
  • Gênero: Série documental
  • Duração: 27 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Tata Amaral
  • Elenco:

País


Sinopse

Nos anos 1980, o Brasil viveu sua "primavera do curta". Embaladas pela Lei do Curta, que previa exibição antes dos longas em todas as salas, surgiram muitas novas cineastas, como Tata Amaral, Eliana Fonseca, Ana Luiza Azevedo e Anna Muylaert, abrindo novos caminhos.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

22/06/2021

Os anos 1980 foram também chamados de “a primavera do curta”. A explosão da produção do formato teve um amplo estímulo da Lei do Curta, que previa a exibição de um curta-metragem antes de cada longa, nacional ou estrangeiro. Motivadas por esse esse espaço de exibição garantido nas salas, bem como alguns prêmios de fomento, diversas cineastas começaram a produzir seus trabalhos - que logo tiveram também na consagração em festivais um poderoso apoio.
 
Folguedos no Firmamento (1984), animação de Regina Rheda, foi um desses títulos pioneiros da década. Assim como outra animação, que foi super-premiada em festivais, Frankenstein Punk (1986), de Eliana Fonseca e Cao Hamburger, o curta teve impulso na Escola de Comunicações e Artes da USP, sob a influência do professor Marcelo Tassara. Outra cria da ECA foi a própria Tata Amaral, começando na carreira com curtas como Poema-Cidade e Queremos as Ondas do Ar (1986), com a co-direção de Francisco César Filho. 
 
Sintonizada nessa onda criativa, surge em 1987 a Casa de Cinema de Porto Alegre, que se tornaria rapidamente um ativo centro de produção de curtas fora do eixo Rio-São Paulo. Dali sairiam curtas como Barbosa (1988), assinado por Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado, um misto de ficção e documentário sobre o ex-goleiro da seleção brasileira de 1950 que chegou a festivais internacionais, como Havana e Sundance. A Casa de Cinema começou também uma distribuidora de curtas.
 
Outra iniciativa de peso foi a criação do Festival Internacional de Curtas de São Paulo, em 1989. A diretora Zita Carvalhosa lembra que, quando o festival começou, nem havia necessidade de seleção - eles exibiam toda a produção, que chegava a não mais do que 90 ou 100 curtas. Hoje, são nada menos do que 600 curtas anuais.
 
Outras diretoras que decolaram suas carreiras nos curtas foram as hoje consagradas Anna Muylaert (A origem dos bebês segundo Kiki Cavalcanti, 1995) e Laís Bodanzky (Cartão Vermelho, 1994). Na década de 1990, aliás, o curta tornou-se um formato de resistência e sobrevivência para os cineastas, porque, neste ano, o governo Fernando Collor extinguiu todos os órgãos de fomento, como a Embrafilme. Como resultado, a produção de longas minguou drasticamente - em 1993, por exemplo, foram produzidos apenas quatro longas.

Neusa Barbosa


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