As Protagonistas - episódio 7

As Protagonistas - episódio 7

Ficha técnica

  • Nome: As Protagonistas - episódio 7
  • Nome Original: As Protagonistas - episódio 7
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2020
  • Gênero: Série documental
  • Duração: 30 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Tata Amaral
  • Elenco:

País


Sinopse

Aproveitando o dinamismo dos anos 1970, o cinema feminino brasileiro decolou ainda mais nos anos 1980, revelando o talento de Tizuka Yamasaki, Adélia Sampaio - a primeira cineasta negra a lançar um filme no Brasil -, Suzana Amaral e Lúcia Murat.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

07/06/2021

Ampliando um território arduamente conquistado na década de 1970, apesar da censura, a década de 1980 foi um período extremamente fértil para o surgimento de diretoras marcantes.
 
Este foi o caso de Tizuka Yamasaki, que abriu a década com Gaijin - Os Caminhos da Liberdade (1980), saga dos imigrantes japoneses que vieram ganhar a vida no Brasil a partir de 1908, retratando as duríssimas condições que enfrentaram nas lavouras, além das dificuldades de integração de toda ordem num país com uma geografia e uma cultura inteiramente diferentes dos seus. O filme teve sucesso nos cinemas, conquistando mais de 750.000 espectadores, além de consagrar-se como o grande vencedor do Festival de Gramado, exibido também em Havana e Cannes. 
 
Primeira cineasta negra a lançar um filme no Brasil, Adélia Sampaio assina o curta Denúncia Vazia (1979), sobre um casal de velhos que decide suicidar-se após uma ordem de despejo. O enredo de seu primeiro longa, Amor Maldito (1983), nasce da leitura de uma notícia de jornal, relatando uma história policial envolvendo duas mulheres que mantinham um relacionamento. Através do repórter José Louzeiro, Adélia teve acesso aos autos do processo e escreveu a história mas a Embrafilme, na época, não se interessou. A diretora conseguiu produzir o filme numa base cooperativada e ele chegou aos cinemas. Mas foi somente na segunda semana em cartaz, depois de uma crítica escrita por Leon Cakoff na Folha de S. Paulo que o filme passou a ser descoberto.
 
A obra de Clarice Lispector foi a inspiração para que a diretora Suzana Amaral, que havia realizado apenas um documentário, partisse para a ficção, estreando no gênero com o impactante A Hora da Estrela (1987). Consagrado dentro e fora do país, o filme venceu o Urso de Prata de melhor atriz para Marcélia Cartaxo, que a diretora descobriu no teatro. 
 
Presa política que passou três anos e meio presa, Lúcia Murat trouxe à tona o tema da tortura em Que bom te ver viva (1989), uma original mistura de ficção e documentário premiada no Festival de Brasília. Pela primeira vez, as vítimas da ditadura militar mostravam seu rosto e contavam a sua versão de suas histórias.

Neusa Barbosa


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