Missão Cupido

Missão Cupido

Ficha técnica


País


Sinopse

Miguel é um anjo da guarda atrapalhado que lança sobre sua protegida, Rita, a profecia de que ela nunca irá se apaixonar, mas recebe a missão de reverter isso. Enquanto tenta fazê-la se apaixonar de verdade, descobre que a Morte também está atrás da garota.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

07/06/2021

Missão Cupido é um filme que mais parece um vídeo de youtuber prolongado – embora não seja sobre ou com youtubers. Sua estética espertinha, seu colorido exagerado, falatório ininterrupto e montagem cheia de cortes remete ao formato consagrado em vídeos por e para jovens. Escrito e dirigido por Rodrigo Bittencourt (Real – O plano por trás da história) este é um filme fadado a irritar ou entediar boa parte das pessoas passadas dos 15 anos.
 
O protagonista é Miguel (Lucas Salles), um anjo que prevê que sua protegida, Rita (Isabella Santoni), jamais irá encontrar um amor. E isso nunca atrapalha a garota, que quer apenas curtir a vida, sem qualquer relacionamento duradouro. Porém, o anjo recebe a ordem de desfazer essa profecia, vinda do Presidente (Rafael Infante), uma espécie de Deus dono de uma agência de seguros.
 
Em cena também está a Morte (Agatha Moreira), que toma a forma de uma mulher e tentará seduzir Rita. Para evitar que sua protegida seja levada, Miguel terá de encontrar um amor para sua protegida. Para isso, conta com a ajuda de um anjo mais experiente, Rafael (Victor Lamoglia).
 
Missão Cupido se apresenta como descolado e sem preconceitos. As faíscas que surgem entre Rita e a Morte são, supostamente, as provas disso. Porém, aos poucos, Bittencourt subverte sua própria fórmula. O amor heterossexual é o que prevalece, uma vez ligado ao anjo, algo positivo, enquanto o homosseuxual está ligado à morte, uma vez que esta se materializou como uma mulher. Por trás do verniz progressista, está um conservadorismo retrógrado que o longa não consegue superar.
 
Somem-se a isso personagens caricatos, interpretações que transitam entre o histrionismo (Salles e Infante) e o sorumbático (Santoni). O roteiro é construído como se fosse uma série de esquetes sem muita graça, e com muita falação. Um verdadeiro teste à paciência, calcado em clichês sobre o amor, anjos, humanos, homens e mulheres.

Alysson Oliveira


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