Quem Vai Ficar com Mário?

Ficha técnica


País


Sinopse

Mario tem 30 anos, e é gay, embora sua família conservadora não o saiba. Quando ele, finalmente, resolve se assumir para eles, seu irmão surpreende a todos contando que é gay. Agora, o protagonista sofre o peso de ter de cuidar da cervejaria da família.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

04/06/2021

O que há de surpreendente em Quem vai ficar com Mário? é que o longa é melhor do que a encomenda. Seu trailer enganava, dando a ideia de uma comédia rasteira e, em certa medida, oportunista. A boa notícia é que o longa, dirigido por Hsu Chien, tem seu coração no lugar, boas intenções bem aproveitadas e uma compreensão bem sincera de seus personagens. O roteiro, escrito por Stella Miranda, Luis Salém e Rafael Campos Rocha, é inspirado no italiano O primeiro que disse (2010), dirigido por Ferzan Ozpetek.
 
Mário (Daniel Rocha) é um dramaturgo gay que vive de maneira livre e mora com Fernando (Felipe Abib), diretor dos seus espetáculos. Mas tudo isso é segredo para sua família conservadora, que vive no interior do Rio Grande do Sul. Decido a revelar a verdade, viaja até sua cidade, onde pretende contar tudo, porém, seu irmão, Vicente (Rômulo Arantes Neto), se antecipa e se assume gay para a família.
 
O pai Antonio (Zé Victor Castiel) expulsa-o de casa, depois tem um enfarto ficando à beira da morte. A situação desperta um sentimento de culpa em Mário, fazendo-o desistir de sair do armário para a família e assumir a cervejaria da família, que passa por grandes transformações, com a ajuda de uma coach de marketing, Ana (Letícia Lima).
 
Não que Quem vai ficar com Mário? tome caminhos inesperados. O filme transita pelo óbvio, confusão de identidades, comédia de erros e afins, mas tudo é orquestrado de maneira delicada e honesta, em especial com os sentimentos dos personagens. Mário acaba se envolvendo com Ana, e isso só mostra a confusão de sentimentos do personagem.
 
Embora em alguns momentos Quem vai ficar com Mário? mais pareça um amontoado de esquetes do Porta dos Fundos, a presença de Letícia Lima (que ficou famosa no canal de humor) é bem-vinda, com seu timing preciso para disparar falas cínicas sem pestanejar.
 
O filme lança seu olhar sobre os silenciamentos, não apenas a homofobia. A irmã de Vicente e Mário, Bianca (Elisa Pinheiro), embora a mais competente para assumir a direção da cervejaria, sempre foi preterida pelo pai por ser mulher. E, na melhor cena do filme, ela é constantemente interrompida, até que Ana coloca um fim nisso. É em momentos como esse que o filme se encontra, e mostra o que tem a dizer.  


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança