O Protocolo de Auschwitz

Ficha técnica


País


Sinopse

Em 1944, o mundo sabia pouco ou quase nada sobre os horrores dos campos de concentração. Dois homens corajosos conseguiram fugir de Auschwitz, e relatar tudo o que viram, salvando assim a vida de milhares de judeus.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

06/04/2021

Olhando em retrospecto, é muito fácil perceber os horrores dos campos de concentração, e se perguntar como o mundo permitiu tal coisa. Mas filmes como O Protocolo de Auschwitz mostram que os fatos, obviamente, não eram tão às claras assim. Relata-se aqui a história de dois prisioneiros que, em 1944, conseguiram fugir, e sua fuga, mais do que salvar suas vidas, serviu para denunciar ao mundo o que realmente acontecia num campo de concentração.
 
Um dos primeiros relatórios que vieram à tona, o Vrba – Wetzler (escrito a partir dos testemunhos de Alfred Wetzler e Rudolf Vrba), foi compilado por dois judeus eslovacos que fugiram de Auschwitz, e o documento conseguiu evitar que mais 100 mil judeus húngaros fosse levados ao campo de concentração. Esse longa, dirigido por Peter Bebjak, se inspira na história desses dois homens, sua fuga e a coragem para relatar tudo o que viram.
 
Em certos momentos, o longa lembra o oscarizado húngaro O Filho de Saul, ao mostrar sem retoques os horrores da degradação humana num campo de concentração. Os dois protagonistas são interpretados por Noel Czuczor e Peter Ondrejicka, que passam boa parte do tempo se escondendo em lugares inóspitos, tentando sobreviver entre um esconderijo e outro. Não é um filme fácil de se ver, mas o estranho seria se o fosse, afinal, o assunto é duro e Bebjak não faz concessões.
 
A fotografia assinada por Martin Ziaran destitui o filme de cores, aproxima-o de um branco e preto, em tons pálidos, e uma câmera quase documental observando os procedimentos dentro do campo. Mas isso não é o centro, o que interessa a O Protocolo de Auschwitz é a jornada de seus dois personagens. Ao fazer isso, o longa valoriza ainda mais a coragem e determinação desses homens sem espetacularizar nada essa fuga.
 
Em última instância, o longa, que foi o representante da Eslováquia no Oscar, lembra-nos da importância dos relatos de testemunhas de dentro dos campos de concentração nazista. Servem tanto como um resgate quanto um alerta para que nada disso se repita novamente. Os créditos finais do longa trazem trechos de discursos contemporâneos de líderes de diversos países do mundo pregando violência e intolerância  - entre eles, o presidente do Brasil. 

Alysson Oliveira


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