Aznavour por Charles

Ficha técnica

  • Nome: Aznavour por Charles
  • Nome Original: Le Regard de Charles
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: França
  • Ano de produção: 2020
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 83 min
  • Classificação: 10 anos
  • Direção: Marc Di Domenico
  • Elenco:

País


Sinopse

A partir de 1948, quando ganhou uma câmera 16mm de sua patroa e amiga, Edith Piaf, o cantor Charles Aznavour filmou incansavelmente suas viagens, momentos em família e bastidores de seus shows, entrevistas e filmes. O material, que permaneceu quase todo inédito, foi usado como base para este documentário.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

04/01/2021

A figura miúda, agitada, os olhos grandes e a voz inconfundível de Charles Aznavour impregnam este documentário, assinado pelo amigo e produtor Marc Di Domenico, que nele constrói uma espécie singular de biografia do cantor francês a partir de uma seleção de imagens filmadas por seu protagonista. 
 
Aznavour tinha um lado cineasta e ninguém sabia. Depois de ganhar uma câmera 16mm Paillard Bolex em 1948 da então patroa Edith Piaf, de quem era secretário, ele descobriu uma verdadeira segunda vocação e não parou mais de filmar. Mudaram as câmeras, passando do super-8 ao vídeo e ao digital, registrando incansavelmente a vida ao seu redor, em suas turnês, viagens, bastidores de shows e filmes. Fruto desta insaciável curiosidade e apetite pela vida, um baú de imagens caiu nas mãos de Di Domenico, confiado pelo próprio Aznavour perto do final de sua longa vida, em 2018, aos 94 anos. 
 
Com a ajuda de um dos seis filhos do cantor, Mischa, o produtor escolheu registros, na maioria, inéditos até para o círculo familiar, encontrando uma cronologia rica e diversificada de sua vida, digitalizados para uniformizar a grande variedade dos formatos originais. O período coberto: 1948 a 1982, quando Aznavour passou ao VHS.
 
Sobrepondo estas imagens que testemunham sua impagável energia e curiosidade sobre o mundo, a narração do ator Romain Duris incorpora o cantor a partir de textos escritos por ele, além de entrevistas e também biografias. Isto permite trazer a voz do próprio Aznavour para o primeiro plano deste documentário de uma maneira especial e afetiva..
A peculiaridade desta trajetória é traduzida em episódios como em 1963, ao alugar por conta própria o imenso Carnegie Hall para sua apresentação em Nova York, um signo de sua ousadia e ambição de sucesso na primeira investida numa carreira internacional. Ou sua emoção ao conhecer sua avó e outros parentes na Armênia, que ele visita pela primeira vez quando tem já 40 anos, fazendo o caminho de volta de seus pais, refugiados na França, onde ele nasceu, em 1924. E seus muitos amores - três esposas e outras paixões, que ele cantou em suas músicas, como o sucesso She (1972).

Não é simples dar sentido e manter o sentimento em materiais às vezes tão íntimos e pessoais. Para o êxito da empreitada, o diretor contou a proximidade com o cantor, sobre quem já havia filmado uma biografia. Em Aznavour por Charles, Di Domenico consegue invisibilizar-se, projetando as visões de seu protagonista, retratando com delicadeza e sinceridade um homem que sempre procurou ser fiel a si mesmo, sem nunca ter sido galã nem heroi. Aznavour tornou-se, acima de tudo, o ídolo das pessoas simples e comuns por quem sua câmera se mostra igualmente enamorada, nas ruas de Paris, Nova York, Erevan, Abidjan, La Paz ou Macau. 

Neusa Barbosa


Trailer


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