10 Horas para o Natal

Ficha técnica


País


Sinopse

Desde que Marcos Henrique se separou de sua mulher, Sônia, suas duas filhas e filho ficam infelizes no Natal na casa da tia da mãe. Nesse ano, porém, o trio tem um plano para reunir novamente o pai e a mãe e fazer uma ceia inesquecível.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

30/11/2020

Se há algo de interessante na comédia nacional infantil 10 Horas para o Natal é pensar os limites da representação da festa natalina no cinema que sejam capazes de transpor – ou ao menos, tentar – os clichês hollywoodianos. O filme dirigido por Cris D’Amato, a partir do roteiro de Bia Crespo e Flavia Guimarães, no entanto, não se mostra capaz disso, colocando em seus 90 minutos o maior número possível de chavões sobre o período.
 
Na São Paulo de dezembro, faz um frio invernal e cena sim, cena não, algum personagem precisa comentar que “o Natal está muito estranho esse ano, até frio está fazendo” – ao contrário do mundo real, quando a temperatura na cidade bate a casa dos 30o com chuvas torrenciais. Mas esse nem é um grande problema, já que o filme está longe de levar a questão a sério, embora não deixe de ser estranho ver as personagens de gorro, cachecol e casaco na 25 de Março abarrotada de gente.
 
Luis Lobianco (ex-Porta dos Fundos) interpreta um pai atrapalhado e folgado que sempre parece ter vivido do esforço das mulheres da sua vida, seja a mãe (Jandira Martini) ou a ex-mulher, Sônia (Karina Ramil, também ex-Porta). Depois da separação, o Natal do trio de filhos, Julia (Giulia Benite), Miguel (Pedro Miranda) e Bia (Lorena Queiroz) tornou-se enfadonho na casa das tias da mãe, por isso esse ano armam um plano para unir novamente os pais.
 
A Julia cabe a tarefa ingrata de explicar, ou melhor, narrar o filme. Começa com eles sendo obrigados a ficar na casa da avó materna, porque a mãe obstetra tem um parto para fazer, e eles acabam fugindo para fazer compras. O longa segue mais ou menos essa lógica do Natal hollywoodiano, com neve e compras que parecem remeter mais a filmes americanos do gênero dos anos de 1980 do que a qualquer outra coisa mais brasileira.

Alysson Oliveira


Trailer


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