Welcome to Chechnya

Ficha técnica

  • Nome: Welcome to Chechnya
  • Nome Original: Welcome to Chechnya
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2020
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 107 min
  • Classificação: 16 anos
  • Direção: David France
  • Elenco:

País


Sinopse

A Chechênia é um dos países onde os homossexuais mais sofrem perseguição e violência. O filme acompanha um grupo de ativistas que dá apoio a jovens LBTQIA+ para fugirem do país para sua própria segurança.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

18/11/2020

Um dos momentos mais assustadores do documentário Welcome to Chechenya, do americano David France, é quando o chefe de estado do país, Ramzan Kadyrov, diz que lá não há homossexuais. “Se tiver, pode levar para o Canadá para purificar o nosso sangue”, afirma. O que contradiz esse depoimento, que acontece mais ou menos no meio do filme, são vários e várias jovens gays, lésbicas, bissexuais que já estiveram em cena, além de uma rede de ativistas que ajuda essas pessoas a fugir de lá.
 
O filme acompanha homens e mulheres que buscam apoio para fugir da Chechênia, exatamente para o Canadá, como bem sabe Kadyrov. As identidades dessas pessoas foram preservadas por meio de uma tecnologia que muda digitalmente seus rostos. Os depoimentos, sempre em primeira pessoa, revelam uma realidade impressionante e assustadora de um país sem o miníno de respeito por sua população.
 
France, em 2012, foi indicado ao Oscar por seu documentário How to survive a plague, sobre um tratamento revolucionário contra o HIV. Tendo uma formação como jornalista, acrescenta uma camada a mais a Welcome to Chechenya, com sua curiosidade sobre a história de vida de cada um dos entrevistados e das entrevistadas. O resultado é um painel humano dos horrores num país onde o extermínio de gays, lésbicas e pessoas transgênero é praticamente institucionalizado.
 
Entre as principais figuras que emergem do filme está “Grisha”, um homem de 30 anos, cujo verdadeiro nome é ocultado. Ele é russo, mas de passagem pela Chechênia foi preso e torturado por 12 dias, até poder voltar para sua casa em Moscou, onde mora com o companheiro. Mas as perseguições não pararam, o que obrigou a ele e à sua família a fugir do país. Mais tarde, sob seu nome verdadeiro, Maxim, levou seu caso aos tribunais e se tornou o primeiro sobrevivente a testemunhar contra os massacres chechenos.
 
Ganhador do Prêmio do Público na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o documentário tem a urgência de um filme de denúncia. Ao final do longa, um letreiro dá conta de quem 151 pessoas fugiram do país e foram aceitas como refugiadas em outros. Mas o problema está longe de acabar – e não apenas na Chechênia.

Alysson Oliveira


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança