Convenção das bruxas

Ficha técnica


País


Sinopse

Depois da morte de seus pais num acidente, o menino Charlie vai morar com sua avó. Para distraí-lo, ela planeja uma viagem a um bel hotel em New Orleans. O que ela ainda não sabe é que ali acontece uma secreta convenção de bruxas, que se preparam para transformar em ratos todas as crianças do mundo com uma poção.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

18/11/2020

Nova versão do livro de Roald Dahl já adaptado em 1990 - com Anjelica Huston à frente do elenco -, Convenção das Bruxas perde feio na comparação. Apesar dos talentos envolvidos diante e atrás das câmeras, o filme não se livra de um tom pesado, da falta de ritmo e sofre de uma persistente falta de humor.
 
Fiel ao original, o roteiro, assinado pelo diretor Robert Zemeckis, Kenya Barris e Guillermo del Toro, segue as desventuras impostas a um menino órfão, Charlie (Jahzir Kadeem Bruno, depois dublado por Chris Rock), após um infeliz encontro com bruxas - que, na mitologia de Roald Dahl, são criaturas malignas, carecas, com garras no lugar de mãos e pés, tendo de escondê-los com perucas, luvas e sapatos, e obcecadas por um irredimível projeto de transformar todas as crianças do mundo em ratos.
 
A líder desse projeto infernal é a Grande Rainha Bruxa (Anne Hathaway), que se instala num hotel com suas asseclas, sob o disfarce de um congresso para prevenção à crueldade infantil. Mas, para seu azar, no mesmo hotel está uma arquiinimiga das bruxas, que as conhece desde pequena, a avó de Charlie (Octavia Spencer). 
 
Nas dependências deste belo hotel, em New Orleans, vai ser travada a grande guerra entre a super-avó e as bruxas, não sem alguns efeitos colaterais nas crianças envolvidas, Charlie incluído.
 
Desde o texto original, sabe-se que o tom aqui não seria mesmo aquele infantil adocicado. Dahl, finalmente, é o autor de histórias como A Fantástica Fábrica de Chocolate, Matilda, O Fantástico Sr. Raposo e não se inibe em provocar um certo medo em seu público. Certamente vem por aí o tom desejado pelos produtores, o próprio Zemeckis, Guillermo del Toro e Alfonso Cuarón, entre outros. Nada de errado com isso, desde que se acerte o tom, o que não aconteceu. 
 
Apostando intensamente em efeitos especiais - como até seria de se esperar -, o filme é contaminado por um clima datado. Parece apostar que as crianças de hoje se assustarão ainda tanto com estas bruxas, indiscutivelmente terríveis - o que é de se duvidar, exceto se se tratar de crianças muito pequenas, a quem o filme pode ser desaconselhado. 

Fora isso, a batalha central, em torno da transformação ou não de todos em ratos, finalmente não é conduzida de modo a ter um bom ritmo. Apesar de algumas sequências empolgantes - o encontro de Charlie e da Grande Rainha Bruxa no salão, a cestinha de tricô na sacada e uma passagem na cozinha -, o filme gira em falso. Um humor mais eficaz, menos caricato, então, faz muita falta. Parece que o bom e velho diretor de De Volta para o Futuro e Uma Cilada para Roger Rabbit aqui perdeu a mão.

Neusa Barbosa


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