A Igualdade é branca

Ficha técnica


País


Sinopse

Karol é um imigrante polonês vivendo em Paris que é obrigado a voltar para sua pátria quando a mulher pede divórcio. Deparando-se com seu país completamente transformado, ele consegue enriquecer e isso permite armar um plano de vingança.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

19/09/2020

O segundo volume da Trilogia das Cores, do polonês Krzysztof Kieslowski, A igualdade é branca, é a comédia da série. Em cada um dos longas, o diretor trabalhou um gênero diferente – os outros dois são um drama e um suspense – embora todos sejam, em maior ou menor medida, dramáticos. Se, no primeiro filme, A liberdade é azul, o cineasta lidou com um drama profundo sobre a perda da família, aqui o protagonista tenta construir uma nova persona para se vingar da ex-mulher. Em todos os filmes, no entanto, há um tema perene: o que seria a nova identidade europeia no continente da pós-Queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética?
 
O ator Zbigniew Zamachowski está excepcional como Karol, um imigrante polonês ingênuo, cuja mulher francesa, Dominique (Julie Delpy), entra com pedido de divórcio, alegando que a união nunca se consumou. Sem amigos na França, e mal falando a língua, ele encontra um conterrâneo, Mikolaj (Janusz Gajos), que lhe oferece um trabalho como matador de aluguel, mas o protagonista declina. No entanto, consegue que o novo amigo arrume um esquema para ser enviado para a Polônia dentro de uma mala.
 
De volta a seu país, Karol se depara com uma nova realidade, onde tudo é mercadoria. Ao reassumir um salão de beleza com seu irmão, Jurek (Jerzy Stuhr), ele acaba rico e pronto para se vingar da ex-mulher. Agora com dinheiro, está em posição de igualdade com ela e põe em ação seu plano: compra um cadáver russo, finge que morreu e deixou uma herança gorda para Dominique, que deve ir à Polônia para receber.
 
Os paralelos entre os filmes de toda a trilogia não são poucos, pois, por exemplo, como o compositor de A liberdade é azul, Karol busca liberdade que virá de forma financeira, a partir de um pouco de sorte e esforço, com o sucesso de seu salão. Nesse segundo filme Kieslowski está mais à vontade na trilogia: em seu país, onde pode falar com propriedade sobre a Polônia e seus nativos. É um momento cruel da história nacional, com o fim do comunismo e a ascensão de um capitalismo mais do que selvagem, no qual é cada um por si e ninguém por todos. Novamente, como nos outros filmes da série, a cor do título está em proeminência na fotografia de Edward Klosinski, especialmente nos flashbacks do dia do casamento.

Alysson Oliveira


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