Pornô para principiantes

Ficha técnica


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Sinopse

Nos anos 1980, Victor Medina é um curta-metragista que sonha com uma carreira, mas não teve chance. Está de casamento marcado e tudo quando seu amigo Anibal, que trabalha numa videolocadora, chega com uma proposta: fazer um filme pornográfico rapidamente para um produtor gângster, com uma atriz experiente. Ele topa sem imaginar o quanto mudará sua vida.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

26/08/2020

Começa promissora a comédia uruguaia Pornô para Principiantes, de Carlos Ameglio - nos anos 1980, uma dupla de cinéfilos, um empregado de locadora sem noção e um curta-metragista tímido e apaixonado pelo cinema independente, se envolvem com um produtor gângster para assinar um filme pornô. Tem tudo para dar confusão e dará.
 
Anibal (Nicolás Furtado) é o empregado de locadora que chega com a proposta para Victor (Martin Piroyansky), rapaz que sonha tornar-se cineasta mas não passou dos curta-metragens de gênero estrelados pela namoradinha Letícia (Nuria Filó) - com quem agora está de casamento marcado. A garota é filha de um gerente de banco, Nestor (Jorge Bazzano), que agora parece que vai assumir as rédeas da vida dela e do futuro genro, a quem dará emprego e apartamento.
 
A insatisfação com esta vida amarrada a um projeto sem fantasias é que finalmente leva Victor a embarcar no projeto maluco de Boris (Daniel Aráoz), patrão de Anibal, que procura rapidamente um diretor para o filme pornô estrelado por Ashley Cummings (a atriz brasileira Carolina Manica) . O que aconteceu ao primeiro diretor, melhor não perguntar.
O diretor e corroteirista tem alinhados aí bons elementos para uma comédia nonsense, que se equilibra bem na primeira metade, inspirada nos contrastes das personalidades de Victor e Anibal e na necessidade do primeiro de inventar uma mentira atrás da outra para noiva e sogro - que, finalmente, são arrastados às cegas ao projeto mirabolante.
 
É pena que, finalmente, a comédia vacile e perca ritmo quando investe demais na trama na paixão súbita de Victor por Ashley, uma mulher vivida e sensual. Os desdobramentos tornam-se cada vez mais inconvincentes e, pior, menos engraçados, como se a timidez de Victor tivesse contaminado o filme. Um pouco mais de ironia e malícia poderiam, finalmente, ter levado uma história que começou bem a bom termo. E as risadas, finalmente, se tornam um tantinho pálidas, por mais que estes perdedores sejam naturalmente simpáticos.

Neusa Barbosa


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