Skin - À flor da pele

Ficha técnica


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Sinopse

Por anos, Bryon Widner participou de uma organização neonazista. Mas, com o apoio de um novo amigo, decide transformar sua vida em outra direção. Para isso, entre outras coisas, deverá apagar todas as tatuagens do seu corpo. Entre uma sessão e outra, ele relembra o seu passado.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

04/01/2021

Final dos anos de 1990, quando A Outra História Americana estreou, o neonazismo era quase uma lenda urbana, um movimento exótico, que nem todo mundo acreditava existir, por isso, de certa forma, o filme foi tão revelador. Mais de 20 anos depois, Skin – À Flor da Pele chega num cenário completamente diferente. A existência desse movimento é mais do que conhecida e, estranhamente, ganha adeptos a cada dia.
 
Escrito e dirigido pelo israelense Guy Nattiv, o filme parte da história real de Bryon Widner, cuja trajetória foi narrada num documentário de 2011, Erasing Hate, sobre como abandou o movimento e apagou as tatuagens que cobriam seu corpo e seu rosto. Jamie Bell interpreta o personagem nesse longa sobre a redenção pessoal de um neonazista. O centro é a tomada de consciência do protagonista e sua transformação, sem muito iluminar o movimento em si.
 
Logo na primeira cena, o personagem é apresentado um num conflito com um grupo de antifascistas formado majoritariamente de negros e negras, durante uma passeata em Ohio, em 2005. Byron é tratado como filho pelo líder do grupo, Fred “Hammer” Krager (Bill Camp) e sua mulher, Shareen (Vera Farmiga), desde quando o tomaram sob sua proteção. O rapaz vinha de uma família problemática e encontrar nos dois o apoio que nunca teve, foi introduzido num universo de ódio e violência. Na companhia deles, os jovens “adotados” são estimulados a abusar do uso de álcool e drogas, além de espancarem pessoas na rua – especialmente negras.
 
A narrativa é estruturada em forma de flashbacks, enquanto as tatuagens de Byron são removidas por laser em sessões dolorosas e longas, que duraram 2 anos. Seu corpo é marcado por desenhos, em sua maioria em tinta preta,  de origem viking, uma cultura cooptada pelo grupo a que ele pertence. A transformação do protagonista começa quando ele se envolve com Julie (Danielle Macdonald), mãe solo de três meninas que o faz escolher entre ela ou os supremacistas com quem ele convive. Ela também teve sua história de erros e abusos, mas agora quer levar outro tipo de vida. Embora ele possa optar pela namorada, Hammer e Shareen não vão abrir mão dele tão facilmente.
 
Outra influência positiva na vida de Byron é um ativista negro do antifascismo, Daryle Jenkins (Mick Colter), que percebe um lampejo de lucidez no rapaz e assume a missão de o transformar em um ser humano, como ele mesmo diz. Este também é uma figura real retratada no filme, sendo a amizade entre os dois vital para a recuperação do protagonista.
 
Alguns pontos em Skin... nunca ficam muito claros, como a própria evolução de Byron. Quando o conhecemos, já existe algo de inquieto dentro dele que o faz sentir-se incomodado em estar ao lado daquelas pessoas. É a semente da transformação que, mesmo de forma inconsciente, já está dentro dele. De qualquer forma, Bell é um ator  excelentee sua intepretação tem força e sagacidade para segurar o personagem Ele encontra em Macdonald uma atriz à sua altura. Dentro da “família”, Farmiga também se destaca com uma figura maternal bizarra que, com sua forma persuasiva, parece ter mais poder na organização do que seu próprio marido.

Alysson Oliveira


Trailer


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