Viúva Negra

Ficha técnica


País


Sinopse

Natasha Romanoff é uma jovem que sempre vive cercada por uma mentira, sem se dar conta disso. Quando a verdade vem à tona, ela precisa se reinventar e o reencontro com alguém de seu passado a leva a um plano global que transforma jovens mulheres em "viúvas negras."


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

03/02/2020

“Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes são infelizes cada uma à sua maneira”. A famosa frase do escritor russo Liev Tolstói também se aplica ao universo dos heróis e heroínas. Se, por um lado, os Vingadores, cada um com seu passado, tentam formar algo coeso e positivo, uma de suas participantes, Natasha Romanoff, conhecida como Viúva Negra e interpretada por Scarlett Johansson, cresceu em uma suposta “família” feliz não tinha nada de feliz – nem de família.
 
O primeiro filme solo conta a origem da personagem, com os acontecimentos situados entre Capitão América: Guerra Civil e Vingadores: Guerra Infinita. Apesar dessa localização na linha temporal, Viúva Negra é um filme por si só, que não requer familiaridade com esse universo ou com os outros dois longas. Dirigido por Cate Shortland, o filme pulsa com energia e humor, e muda o tom costumeiro da aventura para a espionagem, trazendo mais camadas e densidade à personagem.
 
No prólogo, Natasha (Ever Anderson) é uma pré-adolescente com cabelo azul num subúrbio em Ohio, onde vive com os pais e a irmã mais nova em meados dos anos de 1990. A vida idílica muda radicalmente quando o pai, Alexei (David Harbour), e avisa à mulher, Melina (Rachel Weisz), e às filhas que precisam fugir rapidamente. O destino é Cuba, onde se identificam como agentes da Inteligência Russa.
 
A verdade que vem à tona é que essa não é uma família de verdade, mas uma arranjada para que fosse infiltrada nos EUA. Aquela família feliz e segura, que servia de base para Natasha e sua irmã Yelena, não tinha nada de feliz. É aqui que o filme, roteirizado por Eric Pearson, mostra o contraponto que os Vingadores representam na vida da protagonista: embora sem qualquer laço familiar, os membros do grupo têm união e o apoio uns dos outros.
 
Superada a farsa nos EUA, Alexei poderá finalmente voltar à sua identidade de super-soldado soviético, conhecido como Guardião Vermelho. Seu superior, o general Dreykov (Ray Winstone), mostra-se interessado nas garotas para um projeto especial, um exército de “viúvas”. Ele controla suas mentes, mas também tem posse de um antidoto vermelho que as liberta.
 
Duas décadas depois, Natasha (agora interpretada por Johansson) é uma fugitiva perseguida pela SWAT, enquanto Yelena (Florence Pugh), tornou-se uma assassina profissional, que conseguiu libertar-se de Dreykov e remover o rastreador que levaria até ela. Ao se livrar das Viúvas que a perseguiam, ela consegue uma mala com o antídoto. Agora em Budapeste, ela entra em contato com a “irmã”, e a relação entre as duas se mostra bastante peculiar.
 
A trama é um tanto complicada, e repleta de reviravoltas, especialmente quando Alexei e Melina entram em cena novamente, e as verdades do passado se tornam ainda mais pesadas e dolorosas. Mas, não se engane, Viúva Negra é, acima de tudo, um filme sobre sororidade, sobre como a união entre as mulheres tem poder de libertação. É um feminismo tingido com tintas do pop, mas ainda assim, feminismo - em toda sua potência contra o patriarcado, e sem nunca cair no proselitismo.

Alysson Oliveira


Trailer


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