A chance de Fahim

Ficha técnica


País


Sinopse

Fahim tem oito anos e vive numa Bangladesh destruída pela guerra. Ao lado de seu pai, foge para a França, deixando para trás a mãe e os irmãos. Enquanto tenta reunir novamente a família, ele se revela um verdadeiro talento para o jogo de xadrez.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

08/01/2020

Fahim (Assad Ahmed), de 8 anos, deixa um cenário de conflitos e destruição em Bangladesh, ao lado de seu pai (Mizanur Rahaman), para imigrar para a França, onde procura não apenas segurança física, mas conforto emocional. Deixando mãe e irmãos para trás, o garoto continua cheio de preocupações e melancolia.
 
O filme escrito e dirigido por Pierre-François Martin-Laval é, no entanto, otimista. Sua principal função é celebrar o espírito de fraternidade francês, que, no últimos anos, talvez não ande tão em alta – ao menos em relação a imigrantes e refugiados. Inspirado numa história real, como não poderia deixar de ser, A Chance de Fahim é um longa que busca algum consolo em meio a uma Europa vez mais reacionária.
 
Na França, mesmo enfrentando outros tipos de dificuldades, o menino e seu pai tentam se adaptar à nova vida. Na escola, Fahim é hostilizado pelos outros garotos, mas encontra sua chance no jogo de xadrez, para o qual revela um talento natural, espantando até o experiente professor Sylvain Charpentier (Gérard Depardieu), que o treina.
 
Depardieu está no tipo de papel que lembra ele mesmo, bonachão, bon vivant, histriônico. Rigoroso, ele percebe o talento do protagonista e não desiste de o levar ao topo, mesmo que a duras penas, e com isso conseguir a documentação para ele e sua família viverem legalmente no país. O personagem é inspirado em Xavier Parmentier, treinador de diversos e diversas enxadristas de prestígio da França, que morreu em 2016.
 
Inspirado no livro de memórias de Fahim Mohammad, o longa é sincero em suas intenções, embora completamente convencional e previsível. Ainda assim, talvez seja uma história necessária para tempos sombrios como o nosso, para lembrar como a solidariedade e a empatia são importantes. 

Alysson Oliveira


Trailer


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