Delicadeza é azul

Ficha técnica

  • Nome: Delicadeza é azul
  • Nome Original: Delicadeza é azul
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2019
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 71 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Yasmin Garcez, Sandro Arieta
  • Elenco:

País


Sinopse

Documentário aborda o Transtorno do Espectro Autista. Através de entrevistas com crianças de diferentes níveis do espectro, seus familiares, terapeutas, professores e artistas, o filme questiona ludicamente o que significa, no mundo de hoje, uma comunicação relevante através dos cinco sentidos.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

30/12/2020

Dirigido por Yasmin Garcez e Sandro Arieta, o documentário A delicadeza é azul aborda o autismo sobre diversos prismas: o científico, o social, o cultural. O filme investiga e elucida sobre a questão no presente, sobre tratamentos, desafios e vitórias de mães, pais, autistas, médicos e cientistas. Nesse sentido, é bastante elucidativo ao tirar o estigma que evolve, em especial, os autistas.
 
O primeiro ponto que o documentário deixa bem claro é existe um espectro bastante amplo do autismo. Dessa maneira, os autistas são bastantes diferentes entre si, cada um tem suas especificidades tanto na maneira como apresentam quanto como devem ser tratados. Ao apresentar um vasto painel, o longa deixa isso bastante claro, com depoimentos, em especial, de mães e especialistas no assunto.
 
Aline Anastácio, mãe de Lucas, conta que tomou um susto quando o médico lhe disse que “seu filho é autista, curto e grosso”, lembra. Do susto inicial, mães e pais sentem-se, então, desamparados. Na rede pública, as vagas para tratamentos são poucas, com profissionais sem a experiência necessária e os remédios limitados a poucas pessoas - isso é relatado no filme por pais e mães das mais variadas classes sociais.
 
Outra questão levantada são as limitações de uma chamada educação inclusiva. Até que ponto uma escola está preparada para incluir uma criança especial, com necessidades específicas? Conforme lembra uma entrevistada, boa parte das instituições aceitam os autistas apenas porque a lei obriga, mas não há nenhuma preparação para o ensino de crianças com necessidades particulares. Conforme lembra o educador português José Pacheco, o modelo escolar adotado até hoje vem dos séculos XVIII e XIX, de um modelo militar que atendia às necessidades da época da Revolução Industrial.
 
O médico Ailton Pontes define o autismo como “uma forma atípica de desenvolvimento que traz uma série de comportamento diversos daquilo que é chamado normal”. Com isso em mente, Garcez e Arieta constroem um documentário que desestigmatiza os jovens adultos e crianças autistas mostradas na frente da câmera. É um grande serviço este do longa ao jogar uma luz numa questão sempre discutida como quem pisa em ovos. Dando espaço a pais, mães e autistas, mostra-se como a inclusão é possível e termina-se com uma nota de esperança, com a neuropediatra Carla Gikovate explicando que, sim, existe uma cura (e é essa a palavra que ela usa) para o autismo. Ela é possível, mas depende de esforços coletivos de toda uma sociedade.

Alysson Oliveira


Trailer


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