Crimes em Happytime

Ficha técnica


País


Sinopse

Bonecos de um antigo programa de televisão começam a ser assassinados. Phil é um boneco e também detetive. Ex-policial, ele precisa unir forças com sua antiga parceira para investigar os crimes.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

21/09/2018

É possível que em algum lugar entre a ideia original e a finalização do que se vê na tela em Crimes em Happytime houvesse um filme coeso e minimamente divertido. O resultado, no entanto, é um desastre sem precedentes e levemente oportunista no qual Brian Henson, filho do grande Jim Henson (criador de Vila Sésamo e Muppets, entre outros), se aproveita do legado do pai para fazer um filme para adultos protagonizado por marionetes.
 
O longa – co-escrito por Todd Berger e Dee Austin Robertson – tem momentos nojentamente sem graça, como quando o protagonista, Phil Philips (dublado e manipulado por Bill Barretta), um detetive particular de pano e azul, entra em uma loja de produtos eróticos e, ao fundo, está sendo rodado um filme pornográfico, no qual um polvo ordenha uma vaca que jorra leite com prazer desenfreado. E esse nem é o ponto mais baixo do filme.
 
A trama, conforme indica o título, tem ao centro uma série de assassinatos cujas vítimas são bonecos que algumas décadas atrás fizeram sucesso num programa de televisão. Depois disso, nunca mais conseguiram bons empregos e a maioria está na sarjeta. Havia também uma humana, Jenny (Elizabeth Banks), ex-namorada de Phil, e que também não teve sorte na carreira.
 
O irmão de Phil fez parte do televisivo e também acaba morto, o que leva o protagonista a desconfiar de uma conspiração e fazer sua investigação própria. Ele foi membro da polícia de Los Angeles, mas expulso ao matar acidentalmente um boneco civil quando sua parceira, Connie (Melissa McCarthy, no piloto-automático e sem graça), estava sob a mira de uma arma. Ela também levou um tiro e sofrerá um transplante de fígado, recebendo um órgão de pano. Isso, entre outras coisas, parece mais alguma das ideias que se perderam pelo meio do caminho, porque o fígado de pano não tem função nenhuma dentro do filme. Já Maya Rudolph interpreta a secretária do investigador, e, para sorte dele, parece estar num filme completamente diferente.
 
Crimes em Happytime pretende ser ousado, criativo e divertido. Não é nada disso. Meia-hora de qualquer episódio de Muppets é mais sagaz e hilário do que o filme inteiro – sem falar no filme de 2011, que com sua anarquia é tudo o que este aqui gostaria de ser.

Alysson Oliveira


Trailer


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