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Ficha técnica


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Sinopse

O maior sonho da biomatemática Danielle Flinders é uma pesquisa no fundo do mar à qual ela dedicou anos de espera. James Moore é um agente secreto britânico que investiga grupos jihadistas e está para partir atrás de um deles na Somália. Os dois se conhecem dias antes de suas missões, num hotel na Normandia. Entre muitas conversas e a natureza, eles se apaixonam, sabendo que terão de separar-se em breve.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

14/03/2018

Baseado em romance de J.M. Ledgard, o cineasta alemão Wim Wenders explora um romance ambientado entre espaços geográficos amplos e/ou diversificados – uma das marcas decisivas de sua filmografia, seja no seu clássico Asas do Desejo (1987), Até o fim do mundo (1991) e mesmo o recente Os belos dias de Aranjuez (2016).
 
Danielle Flinders (Alicia Vikander) é uma biomatemática que sonha encontrar as pistas de onde a vida começa nas maiores profundezas do mar. James Moore (James McAvoy) é um agente britânico que investiga uma série de atentados a bomba na Europa, prestes a partir para a Somália. Na véspera de suas missões, os dois se encontram num hotel paradisíaco na Normandia e vivem um relacionamento breve e intenso.
 
Apesar das diferenças e dos segredos – evidentemente, James não abrirá para ela todos os detalhes de sua iminente viagem -, ambos os trabalhos são cercados da necessidade de isolamento e de um inegável risco de morte. Essa afinidade seria, a princípio, uma característica de personalidade que os atrairia um ao outro.
Wenders mantém sua capacidade de conduzir seus personagens nessas localidades belas e intrigantes do planeta, em trajetórias que, em algum momento, serão atingidas por medo e horror. Especialmente no caso de James, que acaba prisioneiro de milícias jihadistas na Somália e é confrontado a cada minuto com o risco de morte.
 
É ao separar os dois amantes, cada um em sua missão, que o filme passa a sofrer de um desequilíbrio básico. Muito mais tempo é dedicado a mostrar a angústia de Danielle com a falta de contato de James do que a retratar seu envolvimento no trabalho de sua vida, pelo qual ela vem sonhando há anos. Já no caso de James, pode-se observá-lo em várias situações-limite, confrontado com a irracionalidade, o absurdo e a impotência.
 
Esse descompasso enfraquece a personagem feminina, prejudicando o pressuposto do início. Dessa forma, passa a ser mais um romance globe-trotter, em que as belas imagens de lugares incríveis terminam tornando-se mais uma distração do que um contexto, além de esvaziar a tensão dramática, tornando a história um tanto artificial, apesar de seus bons atores.

Neusa Barbosa


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