O assassino - O primeiro alvo

Ficha técnica


País


Sinopse

Depois de presenciar a morte de sua noiva num ataque terrorista, jovem americano jura vingança, mas seu exército de um homem só fracassa na missão. O governo americano, porém, acaba recrutando-o para um programa de contraterrorismo.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

17/09/2017

Jack Ryan, um personagem criado pelo escritor Tom Clancy apareceu em 1984, em Caçada ao Outubro Vermelho, e estreou no cinema em 1990, na adaptação deste romance, interpretado por Alec Baldwin. Desde então, protagonizou cinco filmes, e foi encarnado por Harrison Ford (o melhor de todos), Ben Affleck e, mais recentemente (numa tentativa de reboot da série), por Chris Pine. Ressuscitar a figura em 2014 talvez não tenha funcionado muito bem porque Ryan é fruto de seu tempo – em outras palavras, cresceu com a Guerra Fria, e suas histórias, de uma forma ou outra, reagem a esse impulso. Eis que surge no horizonte Mitch Rapp, protagonista de O Assassino – O Primeiro Alvo, uma espécie de resposta contemporânea ao herói de Clancy.
 
Interpretado por Dylan O'Brien – da série Teen Wolfe –, o personagem Rapp também é fruto de seu tempo, a Era da Globalização, da violência em escala de videogame e do terrorismo globetrotting – assim como ele. O protagonista, criado pelo escritor Vince Flynn, é vítima de um atentado, quando sua noiva (Charlotte Vega) morre numa praia, onde havia acabado de aceitar o pedido de casamento, durante um ataque em que Rapp é incapaz de salvá-la.
 
Um ano e meio depois, ele se tornou fluente em árabe, conhecedor profundo do Alcorão e capaz de se infiltrar numa célula terrorista através da internet. O plano para seu exército-de-um-homem-só é ir de célula a célula exterminando uma a uma por dentro. Logo na primeira, no entanto, as coisas não saem como planejado e ele acaba resgatado pelo governo norte-americano, que percebe sua destreza e o transforma em agente contraterrorista. Seu mentor é um veterano, interpretado por Michael Keaton.
 
O filme de Michael Cuesta (O Mensageiro) segue a cartilha dos filmes de treinamento, agora com a tecnologia moderna capaz de criar realidade virtual e dar choque nos aprendizes de agente toda vez que “matam” o alvo errado. O treinamento, porém, precisa mostrar seus frutos, e o longa encontra tempo para escalar Rapp em sua primeira missão: derrotar um ex-agente (treinado pelo mesmo mentor) que quer explodir uma bomba atômica, interpretado por Taylor Kitsch.
 
Como é normal no gênero, nada faz muito sentido, tudo soa como um pretexto barato para trocas incessantes de tiros e jorros de sangue – especialmente dos inimigos dos EUA, que, aliás, mais uma vez (como não?) salvam o mundo. É 2017, e talvez já fosse hora de termos superado esse tipo de ilusão. 

Alysson Oliveira


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