Quatro vidas de um cachorro

Ficha técnica


País


Sinopse

Um cachorro nasce e morre diversas vezes, vivendo aventuras e situações difíceis com famílias carinhosas, donos negligentes e sendo parceiro de um policial em Chicago. Ele pensa e analisa as diversas pessoas de suas vidas.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

19/01/2017

Radicado há 22 anos nos EUA, o diretor sueco Lasse Hallström tornou-se uma espécie de profissional faz-tudo, comandando filmes em geral de alto teor melodramático e nenhum toque pessoal. É mais uma vez o que acontece no drama Quatro Vidas de um Cachorro, que adapta o bestseller de W. Bruce Cameron, contando as aventuras de um cachorro em suas diversas reencarnações.
 
O ponto de vista é do cachorro – dublado pelo ator Josh Gad -, analisando em, por assim dizer, diálogo interior, o sentido de suas vidas e o comportamento dos humanos que vão se sucedendo em cada uma delas. Estas, a rigor, são cinco, mas a primeira é tão rápida que nem conta. Nela, o cachorrinho mal tem tempo de descobrir como é bom brincar e comer quando é capturado pelo serviço de zoonoses e sacrificado (é o que se compreende, porque não há nenhuma cena explícita).
 
O cãozinho nasce de novo e, desta vez, se dá bem, sendo adotado por um menino, Ethan (Bryce Gheisar), de quem se torna o maior companheiro. Nesta vida, o cão é um golden retriever e se chama Bailey e acompanhará Ethan até sua juventude (agora interpretado por K.J. Apa), namorando Hannah (Britt Robertson), que adora o cão.
 
Nada dura para sempre e Bailey morre, nascendo de novo como Ellie, uma cadela pastora alemã que é parceira do policial Carlos (John Ortiz), da polícia de Chicago. Nesta existência, não há brincadeiras, apenas treinamento, muitos deveres e um dono solitário e não tão carinhoso quanto Ethan – sim, o animal lembra-se e com saudade de suas vidas passadas.
 
Neste segmento, aconteceu o episódio que lançou polêmica sobre o filme, sobre supostos maus-tratos que um pastor alemão teria sofrido para fazer uma sequência de salvamento em águas turbulentas. Um vídeo na internet sugere que o treinador forçou o cão amedrontado a entrar na água, o que os produtores do filme, estúdios Amblin e Universal, negam veementemente.
 
Na etapa vital seguinte, o cão renasce como Tino, de orelhas grandes e pernas curtas, adotado por uma família negra e feliz. Tino também é feliz porque tem uma companheira canina, uma cadela enorme por quem é apaixonado.
 
Não falta igualmente uma vida em que o cão renasce entre pessoas negligentes e acaba abandonado. Mas isso apenas porque ele tem que fechar o círculo da história, na parte final, em que aparecem os veteranos atores Dennis Quaid e Peggy Lipton.
 
Tudo isso para completar um filme com cara de “sessão da tarde”, que não tem qualquer ambição fora ser um passatempo ameno até demais e nenhuma vergonha de ser descaradamente piegas. Nada que embeleze o currículo do diretor sueco que, antes de radicar-se em Hollywood, fez fama com o bom drama Minha vida de cachorro (85), vencedor do Globo de Ouro em que, apesar do título, o protagonista não era um cachorro e sim um menino.

Neusa Barbosa


Trailer


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