Mamma Roma

Ficha técnica


País


Sinopse

Mamma Roma abandona a prostituição para cuidar do filho adolescente, Ettore, que vivia no interior, longe dela. Porém, na cidade, ele não quer estudar ou trabalhar e se envolve com más companhias, além de se apaixonar por uma garota que não se importa com ele.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

03/11/2015

Mais de meio século depois de seu lançamento original, 1962, no Festival de Veneza, Mamma Roma não envelheceu um dia. Os traços de Anna Magnani, que ficam na memória e na tela, ainda são capazes de despertar impacto e paixão. Ela interpreta uma ex-prostituta que se esforça para criar o filho adolescente Ettore (Ettore Garofolo), rapaz a ponto de explodir sexualmente, socialmente, humanamente.
 
Segundo longa de Pier Paolo Pasolini – ele havia feito apenas Accattone - Desajuste Social (1961) –, o filme perdeu o Leão de Ouro daquele ano para um empate entre A Infância de Ivan, de Andrei Tarkovsky, e Dois Destinos, de Valerio Zurlini, (embora tenha recebido prêmios ao diretor e à atriz), mas entrou no imaginário com sua combinação de neo-realismo, crítica social e erotismo em altas doses, de modo que a tela parece a ponto de pegar fogo.
 
O neo-realismo, aliás, está presente também por outras vias – por conta de La Magnani que havia feito, em 1945, Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini, no qual morre grávida, parecendo ressuscitar 17 anos depois, mãe de um adolescente, com quem tenta reatar os laços depois do casamento de seu ex-cafetão, Carmine (Franco Citti). Mas o garoto acaba se apaixonando por Bruna (Silvana Corsini), que parece desprovida de amor próprio e se entrega a qualquer rapaz a troco de um agrado, seja Ettore, ou qualquer um de seus colegas.
 
Mamma Roma é, enfim, a história de uma mulher tentando se salvar resgatando seu filho. É uma mãe em busca do papel que nunca conseguiu exercer direito, mesmo que tenha sido a protetora de todos os rapazes que passaram por sua cama. Com seu tom debochado e crítico, o filme foi uma afronta à sociedade italiana. Mal se sabia então que Pasolini estava apenas começando, que depois faria filmes ainda mais contundentes. O diretor morreu assassinado.em novembro de 1975, depois de realizar obras que se tornaram icônicas, como TeoremaO Evangelho Segundo São Mateus, e Saló, ou os 120 Dias De Sodoma.

Alysson Oliveira


Trailer


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