Mesmo Se Nada Der Certo

Ficha técnica


País


Sinopse

Dan já conheceu a fama, o sucesso e o lucro na indústria musical, agora, porém, entregue à bebida está decadente. Quando encontra por acaso, num bar, Gretta, uma aspirante a cantora vê nela a chance de se reerguer.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

15/09/2014

Há quase uma década, o roteirista e diretor irlandês John Carney entrou no radar com um romance de orçamento mínimo, chamado Apenas uma Vez. Sem qualquer astro, ou outro chamativo, o filme fez uma carreira considerável no circuito de arte, e ganhou o Oscar de canção original. O raio não costuma cair duas vezes no mesmo lugar, diz a sabedoria popular, e Mesmo se nada der certo, que estreia no Brasil nessa quinta-feira, é prova disso
.
Aqui, novamente Carney tem o cenário musical como tema, deslocado de uma gélida e pacata Dublin para uma Nova York feita para turista, com elenco famoso, encabeçado por Mark Rufallo e Keira Knightley. Ele é Dan, um executivo da indústria musical cuja carreira afundou na bebida, que perdeu o amor da mulher, Mirian (Catherine Keener), crítica de música, e o respeito da filha adolescente, Violet (Hailee Steinfeld).
 
Keira é Gretta, uma aspirante a cantora inglesa que se muda para Nova York com o namorado músico, Dave (Adam Levine, da banda Maroon 5). Quando ele fica realmente famoso, ela é jogada para escanteio. Deprimida, compõe uma canção pegajosa que Dan ouve por acaso, entre um copo e outro, e percebe potencial nessa moça sem graça, sem voz ou presença de palco.
 
Depois de romper com a gravadora que ele mesmo ajudou a fundar e se estabelecer, Dan decide lançar a carreira de Gretta, de forma quase caseira. Eles vão gravar um disco demo nas ruas de Nova York, com uma banda e tudo mais, e com os sons da cidade invadindo a gravação.  
Entre idas e vindas, Mesmo se nada der certo conta a decadência e ascensão da dupla, que se unem pelo objetivo de relançar a carreira de um e dar o estrelato para a outra. Carney trazia uma percepção delicada e profunda do casal de protagonistas de Apenas uma Vez, mas aqui deixa tudo isso de lado para narrar uma história óbvia de superação e sucesso, que se torna entediante na medida em que a conclusão começa a ficar clara.
 
Rufallo é sempre uma presença grata – mesmo quando parece fazer o mesmo personagem pela centésima vez – enquanto Keira não convence como cantora, aspirante a estrela ou quando canta sua musiquinha chata de dor de cotovelo. Mas é em Hailee Steinfeld – que já havia mostrado a que veio no remake de “Bravura Indômita” – que o filme realmente encontra algo pertinente. Pena sua personagem ser uma mera coadjuvante do casal central.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 20/01/2015 - 17h30 - Por Begin Again Boa Tarde,péssima crítica feita pelo responsável,mostra claramente que não assistiu o filme para julga-lo de tal forma.O Filme demonstra de excelente modo como a música influencia na vida de uma pessoa podendo mudar ela totalmente,fazendo ela começar de novo.novo. Keira Knightley atua de maneira como o filme anda,suas músicas definem o personagem mostrando como ele é,e o mesmo pode ser dito para as músicas dos outros personagens do filme.O Filme mostra o "poder da música" e como ela é importante na vida.
  • 21/01/2015 - 15h03 - Por Neusa Barbosa Caro leitor:

    sua crítica é bem-vinda, sempre legítima. Respeitamos toda e qualquer discordância.

    Mas que fique bem claro - sempre assistimos aos filmes antes de comentá-los. É ponto de honra neste site.

    atenciosamente,

    Neusa Barbosa
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