Need for speed - o filme

Ficha técnica


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Sinopse

Depois de um racha, que acabou com um acidente e uma morte, o piloto Tobey é considerado culpado e passa dois anos na prisão. O verdadeiro culpado, Dino, sai livre. Ao deixar a cadeia, Tobey vai procurar sua vingança nas pistas.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

11/03/2014

Quem gosta de corridas vertiginosas com carros caríssimos deve ficar atento a Need for Speed – O Filme, que estreia em cópias 3D e 2D. Baseada no hipnotizante jogo homônimo, que faz história entre os gamers desde 1994 com suas inúmeras variantes e consoles, a produção é embalada  por esse sucesso e na tensão das competições clandestinas, com direito a perseguições pela polícia.
 
Na versão para o cinema, o roteirista George Gatins escolheu o personagem Tobey Marshall (Aaron Paul, o Pinkman da aclamada série de TV Breaking Bad) e sua vingança pessoal contra o piloto Dino Brewster (Dominic Cooper) para fazer a história correr. Afinal, neste mundo da velocidade e egos, vendetas devem ser resolvidas única e exclusivamente nas pistas.
 
Na primeira parte do filme, o espectador conhecerá Tobey, um piloto nato que herdou uma mecânica especializada em carros de corrida de seu recém-falecido pai. Em dívidas, ele e seus ajudantes Benny (Scott Mescudi), Finn (Rami Malek), Joe (Ramon Rodriguez) e Little Pete (Harrison Gilberson) aceitam montar o carro do rival Dino, um Mustang criado, mas não terminado, pelo lendário e real reparador de carros Carroll Shelby (morto em 2012).

Após a venda do carro, por US$ 2,7 milhões, Dino desafia Tobey para um racha (nada menos do que com três carros Koenigsegg Agera R) para provar qual dos deles é melhor no asfalto. A corrida acaba mal, com a morte de Little Pete, que conduzia o terceiro carro, e Tobey é preso por homicídio culposo. Apesar de ter provocado o acidente, Dino é liberado, enquanto seu rival amarga dois anos em um presídio.
 
Ao sair da cadeia, Tobey entra em contato com o dono do Mustang e sua assistente Julia (Imogen Poots) e pede o carro emprestado para a mais emblemática das corridas clandestinas, a De Leon, criada por um bilionário excêntrico, Monarch (Michael Keaton). Nela, o protagonista poderá se vingar de Dino, enquanto seu patrocinador ficará com o prêmio: os cinco carros participantes perdedores, avaliados em mais de US$ 7 milhões (só a Lamborghini Elemento é avaliada em 2,2 milhões de euros).
 
Com uma trama que anda tão rápido quanto os automóveis que preenchem a tela, o filme equilibra humor (trazido pelos mecânicos assistentes) e drama, no infortúnio de Tobey (um bom trabalho de Aaron Paul). Porém, falta ousadia justamente naquilo a que o filme se propõe, as corridas e perseguições automobilísticas.

Como a fonte é um jogo que impressiona pelo visual e nas fugas e rachas espetaculares, em sua nova geração pelo menos, a produção se vê tímida nesse ponto. Embora seja injusto comparar game e filme, franquias como Velozes e Furiosos já mostraram com muita eficiência quão impressionante pode ser uma perseguição, incluindo aí malabarismos fora do carro, que desafiam leis de inércia e gravidade.

Com máquinas tão extraordinárias, que chegam a mais de 370 km por hora, e são chamadas de “carruagens dos deuses” pelo personagem Monarch,  esperava-se que fossem mais longe em Need for Speed – O Filme

Rodrigo Zavala


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Comentários:
  • 18/03/2014 - 16h50 - Por Martônio O enredo é uma piada: um supercarro de 900 cv, dirigido por um piloto excepcional faz uma viagem a toda velocidade, mas é alcançado por uma pick up carregando tambor imenso, que segue no apoio para repor gasolina, e depois, é cercado por dois jipes, em pleno meio-oeste americano. Além disso, até os tradicionais carros de polícia, dirigidos por tiras obesos conseguem segui-lo...
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