Miele

Ficha técnica


País


Sinopse

Irene é uma ex-estudante de medicina que mora sozinha, numa pequena casa de praia. Adora mergulhar e ouvir rock pesado. Viaja constantemente e tem uma profissão secreta e inusitada, ajudando doentes terminais a morrerem na hora que desejarem.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

29/11/2013

Em sua estreia como diretora, a atriz Valeria Golino (Respiro) escolheu uma jornada de risco. Partindo de um livro, A nome tuo, de Mauro Covacich, ela assina, como co-roteirista, uma história que trata de um tema duro, a eutanásia.
 
Nenhuma semelhança com outro filme italiano sobre o assunto, A Bela que Dorme, de Marco Bellocchio. Em Miele, a protagonista (Jasmine Trinca), que assume esse pseudônimo, Mel, é uma ex-estudante de medicina que se dedica a um trabalho inusitado – ajuda doentes terminais a morrerem, mediante o uso de barbitúricos veterinários. Não apenas os orienta sobre o uso – que ela, aliás, supervisiona, como colabora para compor o ambiente que mais lhes agrade para suas últimas horas, trazendo CDs de música ou chocolates preferidos.
 
O foco do filme é todo sobre a ética peculiar desta jovem, que na realidade se chama Irene, mora numa casinha diante do mar e adora mergulhar e rock pesado. Solitária, não tem amigos. Vive o momento com urgência, com relacionamentos casuais. Seu pai (Massimiliano Iacolucci), que ela sempre visita, não tem a menor ideia do que ela faz para viver.
 
O esquema ordenado em que ela vive, somente com clientes indicados por uma pequena rede secreta, que inclui médicos, sofre um abalo quando ela atende um novo cliente, Carlo Grimaldi (Carlo Cecchi). Trata-se de um velho engenheiro, que a convence a vender-lhe o medicamento fatal, garantindo que poderá usá-lo sozinho.  Mais tarde, ela descobre que ele não tem nenhuma doença terminal. E isso cria uma angústia e o conflito entre os dois que sustenta o filme.
 
Irene começa a assediar Carlo, para convencê-lo a devolver o remédio. Quer desfazer o acordo, ele não aceita. Enfrentando-se, os dois começam a desenvolver um relacionamento que se assemelha a uma amizade. Essa troca interessa ao que a diretora quer dizer sobre o sentido da vida, da morte, dos sentimentos, do direito à liberdade. Miele é um filme inusitado e intrigante. E até bastante original. https://www.m777live.com
 
Vencedor de uma Menção Especial do Júri Ecumênico do Festival de Cannes 2013, Miele é parte da programação do 9º. Festival do Cinema Italiano no Brasil, em São Paulo.

Neusa Barbosa


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