Eu, Anna

Eu, Anna

Ficha técnica


País


Sinopse

Anna e o agente Bernie se conhecem por acaso. Porém suas vidas se cruzam de formas que não esperavam: um crime misterioso, do qual a mulher pode ser a chave para solução.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

06/09/2013

Eis um filme que seria interessante saber o que Freud teria a dizer sobre ele. Eu, Anna é um suspense psicológico que poderia cair no banal não fosse a presença da inglesa Charlotte Rampling, atuando sob a direção de seu filho Barnaby Southcombe, diretor de televisão que estreia no cinema. Baseado num romance de Elsa Lewin (que acaba de ser lançado no país), o filme se constrói em cima de uma tensão entre lembranças e esquecimentos.
 
Charlotte é a Anna do título que, por acaso, conhece o detetive Bernie Reid (Gabriel Byrne), quando ele vai a um prédio onde um homem foi morto na noite anterior. Interessado pela mulher, o agente começa a investigar a sua vida, até que se conhecem formalmente num baile para solteiros.
 
O tempo de Anna se divide entre o trabalho numa loja de departamentos e ajudar a filha solteira, Emmy (Hayley Atwell), com sua bebê. A única diversão é, exatamente, frequentar reuniões e bailes para solteiros que estão em busca de um novo amor. O detetive Reid transita entre a obsessão e a paixão por Anna.
 
“Eu, Anna” vai direto ao ponto, entrega logo o culpado do crime, pois isso não é a sua questão, e, a partir daí, descontrói sua protagonista e suas ações. O embaralhamento da narrativa, as idas e vindas no tempo, não são mera exibição formal, são a materialização de uma mente confusa em busca de conectar as peças de um quebra-cabeças. Nesse sentido, Southcombe sabe muito bem deixar a expectativa de o que virá na cena seguinte.

Alysson Oliveira


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