O Sacrifício

O Sacrifício

Ficha técnica


País


Sinopse

No século 13, o ambicioso general Tu'an decide acabar com o clã Zhao, que lhe faz concorrência como protegido do imperador. Inventando uam falsa conspiração, ele dizima toda a família. Mas o médico Cheng Ying consegue salvar a vida de um bebê, único herdeiro dos Zhao.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

10/01/2013

Diretor que atingiu o auge do prestígio em 1993, com Adeus minha concubina – vencedor da Palma de Ouro em Cannes, entre diversos outros prêmios pelo mundo –, o chinês Chen Kaige parece, desde então, nunca mais ter atingido a mesma excelência. Ele volta ao drama de época em O Sacrifício, que adapta uma peça teatral e ambienta sua sangrenta história de vingança no século 13.
 
Braço direito do rei Ling Gong (Peng Bo), o general Tu’an Gu (Wang Xueqi) ressente-se do poderio do prepotente clã Zhao. A gota d’água que alimenta o seu ódio é o casamento da irmã do rei, a princesa Zhuang (Fan Bingbing), que ele cobiçava como noiva, com o general Zhao Shuo (Vincent Zhao).
 
Tu’an arma uma conspiração contra o rei, atribuindo-a falsamente aos Zhao, o que lhe permite eliminá-los um a um. A princesa, que está perto de dar à luz ao primeiro filho, herdeiro do clã agora em desgraça, consegue a cumplicidade do médico Cheng Ying (Ge You) para salvar a vida do bebê.
 
Caçando o herdeiro dos Zhao, Tu’an ordena a captura de todos os bebês do reino, o que coloca o próprio filho recém-nascido do médico em suas mãos. Tentando salvar o herdeiro Zhao, o médico realiza uma troca que fracassa tragicamente.
 
O herdeiro Zhao sobrevive, sem que o general saiba, criado pelo médico, que lhe oculta a própria identidade. Ao mesmo tempo, arma um plano de vingança contra Tu’an. Cheng Ying aproxima o menino, que recebeu o nome de Cheng Bo (William Wang), do general que causou a morte de toda a sua família, tornando-o padrinho dele. Assim garante que Cheng receberá uma formação à altura de sua nobre origem e, no devido tempo, possa executar ele mesmo a vingança.
 
Amparando a trama nesse conflito entre duas figuras paternas, entre as quais o menino se divide, sem ter consciência do terrível drama que envolve seu passado, o filme assume, em pouco tempo, um peso de novelão que compromete a dramaticidade autêntica da história – da qual participa também um oficial ressentido contra Tu’an, Han Jue (Huang Xiaoming).  O próprio vilão, Tu’an, também parece um tanto caricato. 

Neusa Barbosa


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