Barbara

Barbara

Ficha técnica


País


Sinopse

Depois de pedir autorização para deixar a Alemanha Oriental, a médica Barbara é punida pelo regime. É obrigada a deixar seu emprego em Berlim, indo trabalhar num pequeno hospital do interior. Além da falta de condições locais, ela vive constantemente vigiada. Mesmo assim, ela prepara sua fuga.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

07/01/2013

Vencedor do Urso de Prata de melhor direção no Festival de Berlim 2012 com o drama Barbara, o diretor alemão Christian Petzold pratica um cinema rigoroso, econômico, mas capaz de somar detalhes para um impacto emocional que se produz adiante.
 
Autor também do roteiro, Petzold delineia calmamente o universo de Barbara (Nina Hoss), médica que, nos anos 1980, pede autorização para deixar a Alemanha Oriental e é punida pelo regime. Tratando sua atitude como um ato impatriótico, o governo a obriga a deixar seu emprego em Berlim, desterrando-a para uma cidadezinha do interior, onde ela deverá trabalhar num pequeno hospital, em condições bem mais precárias.
 
Sólida e controlada, Barbara não deixa transparecer qualquer sentimento diante de uma situação vulnerável, que a coloca como alvo de uma vigilância constante, ainda que nem sempre visível. Ela não sabe se pode confiar em seus colegas, muito menos em seu chefe, o médico André (Ronald Zehrfeld), por mais que ele se mostre solícito. Qualquer um pode ser um espião disposto a colaborar com o insistente oficial da Stasi, a polícia secreta local, Schütz (Rainer Bock).
 
Nesse contexto claustrofóbico, a solidão é um fardo para Barbara, assim como o medo. Ela não abriu mão de um plano de fuga do país, procurando juntar-se ao seu namorado do lado ocidental, Jörg (Mark Waschke). Um projeto cujas pistas – como o dinheiro guardado – ela precisa esconder cuidadosamente das frequentes revistas em seu apartamento lideradas por Schütz.
 
Quem finalmente quebra o gelo de Barbara é uma paciente, a adolescente Stella (Jasna Fritzi Bauer). Como a médica, a menina é prisioneira de uma instituição estatal aonde se recolhem rebeldes como ela. Fugitiva frequente, apesar das punições físicas duras, ela agora está grávida e teme pela vida do bebê, caso seja devolvida ao lugar. É no desdobramento da relação da médica com Stella que a história abre espaço à revelação de aspectos inesperados e se prepara um final inesperado, um verdadeiro clímax.
 
Barbara faz boa companhia a A Vida dos Outros, de Florian Henckel Von Donnersberg, vencedor do Oscar de filme estrangeiro em 2007, e também a Se não nós, quem? (2011), de Andres Veiel, entre as produções alemãs que exorcizam o passado recente da Alemanha, evidenciando o vigor de um novo cinema alemão.  

Neusa Barbosa


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