Professora sem classe

Ficha técnica


País


Sinopse

Elizabeth é uma professora desbocada e vulgar que pensa em fazer um implante de silicone nos seios para conquistar um marido rico. Para isso, não mede esforços para conseguir dinheiro. E não pensa duas vezes antes de usar seus alunos para alcançar os objetivos.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

12/08/2011

Há uma cena em Professora sem classe na qual dois personagens fazem algo que parece estar se tornando moda nos Estados Unidos – uma prática chamada “dry humping”, que, no bom português, quer dizer transar a seco. A suposta diversão consiste em duas pessoas fazerem sexo vestidas. O que é frustrante e sem graça para a maioria da humanidade deve soar engraçado na cabeça das pessoas envolvidas no filme, como o diretor Jake Kasdan e a protagonista Cameron Diaz. Só isso para explicar a cena na comédia, que estreia no Brasil nesta sexta.
 
Professora sem classe é um “dry humping” cinematográfico – frustrante, supostamente ousado, mas, no fundo, bem careta. O bom trocadilho do título nacional é a única coisa minimamente sagaz que há no filme. Então, melhor ficar apenas admirando o pôster. Cameron Diaz é uma professora chamada Elizabeth. Ela odeia seu trabalho, mas vê nele o trampolim para uma vida melhor quando chega um novo colega na escola, o professor Scott (Justin Timberlake), herdeiro de uma fortuna de fabricantes de relógios.
 
O único objetivo na vida de Elizabeth é conseguir dinheiro para o seu implante de silicone nos seios. E, para isso, não mede esforços – especialmente envolvendo seus alunos. Seu maior empecilho é a professora caxias Amy (a ótima Lucy Punch, de Você vai conhecer o homem dos seus sonhos).  Por outro lado, o treinador bonachão Russell (Jason Segel) pode ajudá-la em seus planos, graças à sua paixão platônica por ela.
 
Professora sem classe se esforça para ser uma versão feminina das comédias de Judd Apatow (O virgem de quarenta anos) e daquelas de Todd Phillips (da série Se beber não case), mas o que o filme faz lembrar mesmo é de Tudo para ficar com ele, cheio de palavrões, situações vulgares e humor de gosto duvidoso. Nada disso seria um problema se fosse bem articulado no roteiro, ou na interpretação nada inspirada de Cameron.
 
Quem se destaca mesmo é a inglesa Lucy Punch, que já havia roubado cenas como a namorada burrinha de Anthony Hopkins em Você vai conhecer o homem dos seus sonhos, de Woody Allen. Cabe a ela a tarefa de injetar um pouco humor a Professora sem classe, no papel da rival de Elizabeth no trabalho e no coração de Scott. Ela seria uma espécie de vilã boazinha no filme – mas como Cameron e seu personagens são tão chatos, Amy tem alguns dos melhores momentos.
 
Com seu senso de humor equivocado e escassez de boas piadas, a suposta audácia de Professora sem classe é um tiro no pé. O filme quer ser engraçado, mas nunca se joga de vez na sua ousadia. É engraçadinho, mas, ao mesmo tempo, quer garantir nota por bom comportamento.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 19/08/2011 - 22h06 - Por Dyou Faria Péssima essa crítica! A comédia expressa maravilhosamente piadas de humor negro, que nos fazem cair em espontâneas risadas.
  • 28/08/2011 - 18h50 - Por Gabriel É um filme divertido e é importante ressaltar que uma das principais tarefas do cinema é entreter.Se isso foi feito,o filme cumpriu seu objetivo.
  • 25/04/2012 - 21h24 - Por OrdeppedrO89 O Melhor Filmne Que Vi Em 2011
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