Carros 2

Carros 2

Ficha técnica


País


Sinopse

McQueen é um carro de corrida de sucesso, quando é desafiado por um carro italiano, ele compete num Grande Prêmio. Em sua equipe está seu melhor amigo, o guincho Mate, um caipira ingênuo e de bom coração, que, sem querer, se envolve numa trama de espionagem internacional.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

17/06/2011

Em Carros 2, a Pixar conseguiu novamente. Não só criou uma animação caprichada e sofisticada, mas também um roteiro engenhoso, que combina filmes de ação e uma trama de espionagem internacional que poderia muito bem ser interpretada por humanos – mas aqui são carros, aviões, caminhões e, especialmente, um guincho chamado Tom Mate.
 
Lançado em 2006, Carros, talvez o filme menos celebrado do catálogo da Pixar, ganha uma sequência superior ao original. O primeiro filme se concentrava numa nostalgia bastante americana, com símbolos e referências à cultura e tradições dos Estados Unidos que nem sempre eram identificadas e compreendidas fora de suas fronteiras. No caso do novo filme, seu codiretor, John Lasseter (Toy Story 2, Vida de inseto), expande os horizontes e transforma a ação digna de um filme de James Bond, com cenas em Tóquio, Paris, Londres – e, claro, na terra natal dos personagens, Radiator Springs, no interior dos EUA, onde Mate, com seu jeito simples e ingênuo, vive de guinchar carros quebrados e exibir suas ferrugens e batidas, que são as lembranças de momentos alegres de sua vida.
 
Ao contrário dele, Trovão McQueen, campeão de corridas, não apresenta um risco em sua lataria, e seu motor é poderoso. Essa diferença não impede que sejam grandes amigos, nem que o piloto leve Mate para um campeonato para o qual foi desafiado. A equipe, que inclui uma Kombi hippie e um par de italianos, vai para o Japão, onde participam da primeira prova. Em Tóquio, aliás, acontecem alguns dos momentos mais engraçados de “Carros 2”, quando a ingenuidade do guincho coloca-o em diversas situações embaraçosas, das quais ele não se dá conta.
 
O campeonato automobilístico cruza com a trama de espionagem, quando o próprio Mate é confundido com um espião disfarçado, com quem Finn McMíssil e Holley Caixadibrita devem trabalhar. A trama, claro, vai envolver uma série de mal-entendidos, perseguições e vilões assustadores. Já McQueen deve lidar com um carro italiano arrogante, que garante que irá ganhar o Grande Prêmio.
 
Talvez só quando for lançado em DVD vai ser possível apreciar toda a sofisticação criativa de Carros 2. Percebe-se desde já, especialmente nas exibições em 3D, a excelência dos detalhes, nas cenas de corrida e na criatividade do roteiro, que é capaz de tirar humor de situações banais – como a ida de Mate a um banheiro no Japão onde tudo é automatizado, ou quando ele confunde o tempero wasabi com sorvete de pistache.
 
Na versão nacional, há várias vozes famosas. Os locutores da corrida são dublados por Luciano do Valle e José Trajano. Um dos carros tem a voz do piloto brasileiro Emerson Fittipaldi, enquanto a cantora Claudia Leitte dubla um carro-fêmea brasileiro.
 
As sessões de Carros 2 são precedidas do curta Férias no Havaí, que traz os personagens da série Toy Story criando um cenário paradisíaco para Barbie e Ken enquanto a nova dona dos brinquedos está viajando. O que pode ser um pequeno aperitivo de uma quarta aventura da turma de brinquedos, que agora possui uma nova dona.
 
Tanto em Carros quanto na série e no curta Toy Story, Lasseter e sua equipe da Pixar criam um universo de imagens e personagens únicos, que se tornaram padrão e parâmetro. A empresa, que comemora seus 25 anos, fez história com animações como Procurando Nemo, Vida de Inseto, Ratatouille e Up – Altas Aventuras.

Alysson Oliveira


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